Um ideal

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA, o lema que fez do Sporting um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”

Receba o "ANorte" por e-mail

Mantenha-se a par

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Paulo Bento ontem e o futuro amanhã

A continuidade de PB à frente do comando técnico da equipa é o assunto que ressalta da entrevista e que a ela sobreviverá pelos próximos meses. A pergunta que não foi feita, e por isso não respondida, é se PB tem vontade de continuar. Fica por isso um vasto campo aberto a todo o tipo de especulações, que não tardarão. E o teor destas oscilará tanto como os resultados da equipa de futebol. Do resto da entrevista fica a ideia de que o futebol é muito bonito é nos relvados. Fora deles são raras as vezes que me faz trocar um cortejo de bocejos por segundos de surpresa ou admiração.

Quando contratamos PB assumimos um risco. Renovar hoje com PB é muito menos arrojado do que foi então contratá-lo. Quem o contratar sabe com o que conta e até onde. Isto é o mesmo que dizer que não levantaria a voz contra a renovação do seu contrato. Seria mais útil do que a manutenção do limbo que se anuncia. É também o mesmo que dizer que os feitos de PB à frente da equipa são lastro suficiente para se saber que ganhar campeonatos, no que depende da sua gestão, é uma questão de tempo. Aqui ou noutro clube. E nunca é demais realçar que com PB tentamos fazer uma retoma nas vitórias em contra-ciclo com uma estrutura económico-financeira próxima da ruína.

Mas o futuro acontecerá sempre e por isso há que prepará-lo. Com os que quiserem estar connosco e com quem nós conseguirmos aliciar. Para tal é necessária uma gestão desportiva eficaz e a existência de um projecto sólido, bem alicerçado e dirigido, para além da gestão corrente. Essa é dúvida que subsiste. Quem a faz hoje e quem a fará no futuro? Quem assegura a manutenção de uma filosofia e projecto ganhadores, que sobreviva às inevitáveis mudanças directivas? Se queremos assegurar a continuidade deste técnico, ou atrair alguém competente que lhe suceda, temos que oferecer a ideia que somos capazes de ganhar mais, mais vezes.

O tabu de PB não é para mim uma angústia, como não deve ser nunca, num clube com a nossa idade e história, a alternância de jogadores, técnicos ou dirigentes. Sei que há muitos sportinguistas que a seguir a PB apenas vêem as trevas e o abismo. O recente exemplo da sucessão de Scolari na Selecção (independentemente do que aconteça logo…) demonstra à evidência que não há homens providenciais. São muitas as criticas que se podem fazer a PB e com legitimidade. Eu não me abstenho delas. Por exemplo, má gestão dos casos com os eslavos, comparativamente a Moutinho (apenas o capitão...). Mas sempre com a ideia de lhe fazer a justiça de que a maior parte das suas decisões têm sido vantajosas para nós.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Questões genéticas

É já sabido que LFV prefere “contratar” membros de órgãos decisórios na Liga. À custa disso ganhou um campeonato. Agora parece que também decidiu investir num departamento de áudio-visuais. A avaliar pelo tempo que demoraram a descobrir isto ou trabalham pouco ou filmam muito. Aqui está um campeonato onde não me importo de ficar em último. O campeonato dos bufos e delatores. Fazem queixas, exigem e ameaçam! Estás-lhe no sangue.

Onde quero ficar em primeiro é Liga Sagres. Por fazer “apenas” mais pontos que os outros. A contratação de jogadores com nome de super-heróis revela, subliminarmente, a propensão de alguns para a batota. Sabe-se agora que nesta operação, além de ter mudado de continente 3 vezes, o herói fez parte dos quadros(inhos) não de livros de BD, mas de 4 clubes de Abril para cá. Sabemos como é: há quem nasça para taxista, engenheiro, bombeiro, ladrão. Estes nasceram para fazer batota. É genético.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Stojkovic: Um atleta Paralímpico?

Aqui no rectângulo à beira-mar estamos mais habituados ao assentir com a cabeça, ao rabinho entre as pernas, ao sim senhor doutor, engenheiro, arquitecto, mister, etc. Olhamos com desconfiança e desdém para os que não vergam a espinha ou engolem sapos sem estrebuchar.

Stojkovic parece ser desses. Um verdadeiro esticador de cordas! E afinal também não diz nada de muito diferente do que muitos sportinguistas pensam. Como se diz por aqui, quem fala verdade não merece castigo. Ou vai merecer? Ao achar que é o melhor dos 4, mais não faz do que revelar um ego tão grande como os seus 1.90 e muitos. Ao pedir uma oportunidade deseja submeter-se ao contraditório. A única acusação que lhe faço é de não ter a inteligência suficiente para perceber que, no blaneário do Sporting, só espaço para um casmurro e esse lugar já estava preenchido quando ele chegou...

Pelo menos eu posso afirmar com segurança que neste blogue ninguém escreve melhor do que eu e confesso que não estou a pensar autoflagelar-me nem estar um ano sem postar. Desculpem-me lá o mau jeito que isso vos possa dar, mas não estou para desperdiçar o volumoso investimento que fiz em mim.

O melhor, em nome da excelsa tranquilidade, ou talvez o mais fácil, seja declarar o Stojkovic inimputável. E, na melhor das hipóteses, integrá-lo na secção de desporto adaptado.

P.S.- Nem sequer vale a pena pronunciar-me sobre o critério que levou “a bola” a eleger 2 frases como tema de capa e dar-lhe uma página inteira...

domingo, 7 de setembro de 2008

Como assar um montenegrino em lume brando

Ao ler esta noticia fico convencido de que afinal ainda existem bufos a circular entre Alcochete e Alvalade. Se não houver desmentido fica a ideia de que este bufar é mais agradável aos ouvidos de PB. Pelo menos mais do que os outros de que ele falava o ano passado. E, atente-se, tem conhecimentos de culinária. Pelo menos sabe como fazer um bom churrasco de um montenegrino...


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Os JO e o Sporting

Acabaram os JO e os nossos atletas podem finalmente regressar aos cobertores do anonimato. O desporto português é a sua caminha velha e ronceira. Daqui a 4 anos cá estaremos para lhes cobrar com usura os parcos euros que lhes damos para que se sublimarem da nacional mediocridade. Somos uns progenitores descuidados na hora de educar os nossos filhos mas, uma vez fora de casa, exigimos que os meninos comam com os talheres certos e não arrotem no final. Infelizmente o tiro ao bode expiatório não é uma modalidade olímpica em nenhuma das suas possibilidades – tiro com arco, boxe, tiro de carabina, etc, - porque senão seria certo ver a verde-rubra no mastro (consultar Freud). Sacudir a água do capote e assobiar para o lado assegurar-nos-iam também o olimpo uma vez elevadas a categoria de modalidade.

Bom, no meu clube são bem conhecidas as discussões sobre o ecletismo. Regra geral não passa de retórica própria de eleições ou de arma de arremesso entre facções. O que os sportinguistas fazem em prol das suas modalidades assemelha-se muito ao que vimos em tempo de JO: pancadinhas nas costas dos vencedores e o exílio afectivo para os outros. Duvido que as sacrossantas modalidades mereçam um simples soslaio em diagonal nos jornais. Há reuniões da tuperware que registam mais participantes do que nós espectadores.

De demolição em demolição as modalidades estão agora votadas à categoria de sem-abrigo e como estes, numa franja mais perto do fim do que dos dias de esplendor. Permitimos a demolição da casa onde vivemos os dias de glória (o antigo pavilhão), deixamo-nos arrastar para baixo de uma bancada – não há festas de luxo em pardieiros – e saltamos agora de casa em casa. Pelo caminho ficou o basquetebol e o hóquei.

Diz-se insistentemente que o novo pavilhão está a chegar. D. Sebastião seria um bom nome, inauguração marcada para um sábado de nevoeiro. Perante o quadro actual, se a decisão fosse minha, confesso que não saberia tomar decisões tão importantes como a lotação do espaço ou as valências. Basta olhar,.p.ex., para o número de gameboxes vendidas.

Eu sou do SCP porque porque sim e porque não. Mas sou todo futebol. As modalidades, no actual panorama desportivo nacional, são um enorme lexotam. Como não concorro a eleições posso falar assim, mas reconheço que foram as modalidades que nos fizeram grandes no mundo. Descubram lá se são como eu e deixem-se de conversas.

Que este post não seja entendido como ingratidão pelos que praticam o sportinguismo em estado puro no anonimato das secções. Para eles o meu bem-haja.

Podem ver aqui onde anda a cabeça do Moutinho, o que pensa PB do nosso grupo e como viu o Presidente da AG o último jogo do Sporting.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

De Braga para o 1º lugar: o rescaldo (inclui suplemento "Olhar sobre a concorrência")

Pedreira. Assistência a 2 terços e coreografias interessantes dos 2 lados. Sou fã das nossas claques. Estão em todas e contagiam e cantam e gritam. Sempre. Os arcebispos não quiseram ficar atrás. Munidos de uns cartões fornecidos pelo seu patrocinador principal, incentivavam a equipa e uns aos outros, gritando de bancada para bancada o nome do seu clube –Braaaaga - e os nomes uns dos outros sempre que o Patrício batia um pontapé de baliza: filho da p*#&%! Estranho mas lindo!

Foi um bom jogo hard-core, bom para voyeurs, tantas as desflorações: 1º golo de Postiga (abstinência desde Novembro), 1ª bola bem no fundo da baliza do Braga, apesar dos passeios europeus; estreia a vencer fora do Sporting; estreia a perder em casa do Braga na estreia entre portas (dupla desfloração…) enfim, um festim. A reter: 1ª vez de PB em cima do fcp, na sua 4ª época de comando. Hard-core.

Que significado terá a cegueira momentânea de Carlos Freitas? As suspeitas sob as suas capacidades de visão adensaram-se ainda mais quando se viu em acção o resultado do seu último acto de gestão: Rodrigo Tiuí. A merecer consulta a especialista.

Por falar em Tiuí estamos na presença de um diamante em bruto, por lapidar. É só vértices e esquinas, onde a bola bate e ressalta.

A cara de incredulidade de João Pereira quando levou o vermelho fez-me lembrar a dos miúdos apanhados com a mão na lata das bolachas e ainda tentam negar. Só que, como dizem os nossos mais antigos aliados, “boys will be boys”, mas o João Pereira como toda a gente sabe é um grande boy…

Sabe-se que PB prefere o 1-0 ao 4-3 (sic). Os sportinguistas querem ter a certeza de que ele prefere tentar o 2-0 do que resvalar para o 1-1, o que às vezes não foi líquido, sobretudo na época passada. Para ser justo, não me parece que tenha sido o caso em Braga. PB montou bem a equipa, ganhámos devido a isso. Não me parece que tenha dito a jogadores experientes que jogassem como meninos, de pontapé para a frente e fé em Deus. Estávamos em Braga, cidade dos arcebispos, mas convém não exagerar na fé, descurando a prática.


Suplemento "Olhar sobre a concorrência"(Patrocínio Churrasqueira Helton e Tesouras Katsou)

Ontem cheguei a ficar preocupado perante a possibilidade de o galinheiro poder ser interditado ou do central que tem 2 pés esquerdos não jogar contra nós. Percebe-se pela multa e pelas entrelinhas que nada disso vai acontecer. Ainda bem porque não quero desculpas. Quero mostrar aos dragões como se esfola um frango num aviário cheio ou chamuscar-me a tentar.

Leio hoje que Pako Ayestaran, preparador-físico campeão europeu, ainda iria calar muita gente. Não duvido. Se o deixarem. Começou já por calar muitos jogadores do slb, que, para pedirem a substituição, apenas conseguiam mexer os braços. Garantiram-me que outros, em iguais aflições, apenas pestanejavam, o que não se notou na tv.

Fiquei comovido com a declaração de Quaresma, depois de tantos anos a penar entre fruta, meias-de-leite e frequentadores de bares de alterne. Voltou a um grande. E Milão é tão linda. Mesmo que por perto sinta um odor bafiento que lhe é familiar. A vida é quase perfeita.

Pelé é o portista mais caro da história do fcp. Feitas bem as contas custou 21.399.999€. Chega-se lá descontando o dinheiro recebido pela venda de Quaresma (18.600.000€ ) aos 39.999.999€ que PC disse que custaria. O euro que falta acho que o mete ele. Mas não tenho a certeza…

Mas como entender que se viola sem querer, assim tipo "eu estava ali, eu até nem queria, ela é que insistiu, e eu fiz-lhe o favor de a violar". A barraca da Luz a abanar!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Braga por um Postiga

Este é o meu 1º comentário a um jogo do meu SPORTING aqui no “A Norte”. Trata-se de um comentário de algo vivido com intensidade, muita paixão e alguma aflição e não de um comentário escrito após o televisionamento no remanso do sofá.

Braga não é uma cidade fácil para os sportinguistas. Para situar os sportiguistas maioritariamente a sul, é o mesmo que ir a Setúbal, só que em vez de sarrrdinhas há rojões e em vez do Sado não tem rio nenhum. O rio Este já há muito foi incorporado no sistema esgotos municipal. Nós vamos lá para acompanhar a equipa e ver futebol. Nós somos os possíveis, gostaria que fossemos mais. Por comparação a deslocação do slb é uma jornada de confraternização, tresanda a galinheiro, os golos são comemorados por todos os presentes e o resultado deixa sempre todos satisfeitos. A recepção ao fcp é precedida sucedida e finalizada por lutas de restling. Perante 2 espectáculos com um só bilhete, e dada a proximidade da inbicta, são muitos os que acorrem…

É preciso recuar a 2006/07 para descobrir uma vitória em Braga e a 2004/05 para nos vermos no 1º lugar. Com o resultado de ontem conseguimos matar 2 borregos. São pouco sustento para um leão sedento, pelo que terão que ser secundados por novas presas. Mas merece o registo.

A equipa entrou com a atitude correcta de quem quer ganhar o jogo e ir depressa para Lisboa com 3 pontos no saco. Por vezes é pena que os jogos tenham 90 minutos. Mas é bom saber que podemos abdicar de jogar mas não de ganhar. É uma evolução positiva em relação à época passada.

No cômputo geral fizemos um grande jogo. Jogamos quase os 90 minutos em inferioridade numérica porque Romagnoli não entrou no jogo e Tiuí entrou mas nunca devia ter entrado no Sporting. Acreditem que não é fácil ver um jogador daqueles jogar com o nosso emblema. Controlamos o jogo a partir do momento em que ficamos com 10 de cada lado, após a expulsão do João Pereira, cuja atitude revela bem a sua procedência, emulando o “diabo da luz”de sábado.

Nunca vamos saber se não teria sido melhor jogar o Veloso no lugar de Moutinho, este no lugar do Romagnoli eo Vukcevic ter entrado no lugar do Tiuí. Mas que eu desconfio, desconfio! Assim como não sabemos se a presença do PC na tribuna é legal ou não e se serviu de alento a Postiga para jogar com toda a garra e empenho. O caxineiro pagou ontem uma tranche dos 2.5 milhões.

Como não podem ver estou rouco e satisfeito. O PB tem razão quando diz que para sermos campeões vamos ter que ganhar muitos jogos assim. Está visto que vou mesmo ter guardar o fraque para ir a S. Carlos.