Um ideal

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA, o lema que fez do Sporting um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Eles a falar e eu a ver

Olhar para o que interessa
Como é habitual às sextas-feiras, dou destaque à coluna do senador e Presidente da AG. Quanto a mim esquece o essencial da questão: não deslustra perder mas sim como se perdeu. Adiante...

Oportunidade perdida
Já sobre o que diz o João Moutinho só me ocorre um comentário: porque não te calas?... Perdeu a oportunidade de estar calado.

Sinceridade acima de tudo
Paulo Bento, que este ano tem falado mais sobre quem não joga do que dos que jogam, também falou hoje. E diz ele "(...) É muito fácil trabalhar comigo se pusermos o nós à frente do eu. Se fizermos o contrário, digo que é muito difícil.(...)". Obrigado, mas já tinhamos percebido. Falta perceber se estava a falar do e para o Vuk ou do Moutinho...

À atenção de Paulo Bento e Filipe Soares Franco

Sempre achei que deveria ser assim. Num casamento só deve ficar quem quer. A ter em atenção neste "fim de ciclo".

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Atenção aos pormaiores

Podem ter passado ao lado de muita gente o diferente teor das declarações de Paulo Bento e de Jesualdo Ferreira sobre a paragem do campeonato. No lançamento do jogo de Barcelona escrevi aqui que “A resposta que a equipa vai dar a quase 3 semanas sem competição será uma das chaves do jogo.” Não explicando tudo o que aconteceu, não tenho dúvidas que seria preferível ter ido a Camp Nou com outro ritmo.

Veja-se pois o que disse Paulo Bento antes do jogo de Barcelona: “(…) não se entra num jogo da Liga dos Campeões após paragem tão prolongada. Penso que poderíamos ter jogado neste fim-de-semana, até porque, em Janeiro, vai haver sobrecarga com os jogos da Taça da Liga e o Campeonato poderia ter aproveitado este momento para avançar (…)".

Sobre o mesmo tema disse Jesualdo: "(…) Temos que ser sérios e profissionais a abordar essa questão", referiu o treinador portista, dando conta de que o calendário foi sugerido aos clubes no inicio da época e que estes puderam dar a sua opinião.”(…) (…)"não é só quando o fogo pega que se atiram as chamas para todos os lados e alguém se queima"(…). Lembro que as declarações do treinador portista ocorreram depois das de PB... Atente-se ainda no que diz Jesualdo após o jogo: “(…) Se tivéssemos tido um jogo no sábado ou no domingo, qual teria sido o resultado? Fomos felizes porque o calendário abriu esta porta. Sabemos que os jogadores nesta altura têm menos capacidade para recuperar (…)”

Face a isto, pergunto eu:

Quem representou o Sporting como interlocutor da Liga nesta questão?

A questão chegou até Paulo Bento ou alguém da equipa técnica?

Se sim, qual foi a resposta?

Se quase todos os clubes que se pronunciaram contra paragem tão prolongada quem tomou a decisão?

Quem foi na Liga o porteiro de que abriu a porta do calendário?

Pormaiores destes fazem muitas vezes diferenças que podem significar ganhar ou perder um campeonato.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Angústia para o jantar

Suspense
Nas noites europeias a ementa mais comum é a angústia de não saber se vai ser uma noite como tantas outras. Seja por falta de classe, por falta de sorte, por erros nossos e alheios. Hoje o suspense demorou apenas 20 minutos, quando ainda não tínhamos passado o meio-campo.

Flashback
Vi um qualquer jogo do ano passado. 1 hora de avanço, com a nossa equipa inteira a fugir à frente da bola. Falta de classe. Marcação à vista. Meio-campo de Ramblas e avenidas Diagonais. O Sporting a estender tapetes vermelhos, como se o relvado de Camp Nou fosse o Passeig de Grácia.

Viagens a Espanha não são visitas de estudo
Para um adepto sportinguista a realidade pode ser pior que alguns dos maiores pesadelos. Para equipa, ir a Espanha é uma excursão. Só que os grupos excursionistas viajam em low-cost, ficam em hotéis baratos. Não voam em charters e dormem em hotéis de 5 estrelas. A repensar para próximas deslocações.

Perspicácia e rapidez de raciocínio
PB demorou 63 minutos a perceber que Romagnoli para lá de ter adorado pisar o mesmo relvado que Messi não deve ter percebido mais nada. O mesmo tempo para ver que Moutinho é um desperdício naquele lugar quando se tem Veloso. Percebeu que Rochemback não é bom ali mas ainda não percebeu onde será melhor. Percebeu que Djaló sem bola era melhor no balneário. Tudo isto em 90 minutos. Eu, passado este tempo todo, ainda não percebi nada.

O regresso às fronteiras
Após o jogo de hoje ficamos elucidados: Ou somos outros, para muito melhor, ou em Dezembro estamos confinados ao nosso rectângulo. Para a Europa do futebol nos ignorar porque não jogamos nada. Uma equipa assim não merece mais do que ir de passeio às Matas Reais, aos Arcos, à Reboleira, ao Bento Pessoa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Não somos perus, pois não?

Não somos perus, somos leões. Se fossemos perus morreríamos de véspera. Como somos leões, acredito que lutaremos com todas as forças pelo melhor resultado. É obrigatório pensar em ganhar. Neste e em todos os jogos.

A resposta que a equipa vai dar a quase 3 semanas sem competição será uma das chaves do jogo. Seria bom que os jogadores jogassem contra os 11 de Barcelona e não carregassem o peso da história dos catalães. Deixem isso para os jogadores do Barcelona. E não pensem que jogam contra os 70 mil das bancadas. São muitos para lhes conseguir ganhar. A não ser que os catalães fiquem com o diabo no corpo. Ou decidam ganhar espaços. Nesse caso ponham-se a milhas, que nós compreendemos.

Paulo Bento pronunciou-se hoje sobre a paragem do campeonato. Com razão no que disse, embora melhor fosse que o tivesse feito antes, de sua iniciativa, e não apenas para responder a um jornalista. Ou então que dissesse que, apesar disso e contra isso, vamos "con todas las ganas e ilusion"...

A fazer lembrar uma novela TVI, esta coisa do Vuk! Paulo Bento até pode ter tido razão. Mas é preciso saber ter razão. E se o deixa fora por opção técnica e leva Tiuí não pode ter razão. Assim mais parece daqueles sargentos chatos que todos nós nos cruzamos pelo menos uma vez na vida. Começa a ser cansativo ter um caso bicudo por ano. Estará PB sempre certo?

Foi com insinuações não desmentidas que o ano passado se queimou o Stojkovic: que agrediu o "croissants" Barbosa, que ele não corria nem saltava. Agora vamos pelo mesmo caminho com o Vuk. Este é capaz de ser um sapo mais dificil de engolir que o sérvio, apesar de mais pequeno: é que muitos sportinguistas o viram jogar o ano passado e até aos treinadores da liga o elegeram a revelação da época . Ele até pode ter falhado, mas quem nunca teve 22 anos, foi jogador de futebol e vontade de jogar que atire a 1ª pedra. Ou o enterre de vez...

Ah, ia-me esquecendo: O Camp Nou e nós, sportinguistas, merecemos melhor do que ver passarinhos… Piuí, Piuí

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Eleições antecipadas

Tal como previ em post anterior, o tabu de PB ( e agora também de FSF ) sobreviveria à entrevista que o canal de Balsemão agendou para combater o cada vez mais popular Trio de Ataque na RTPN. A Bola decidiu hoje antecipar as eleições no meu clube e toca de interrogar os habituais “notáveis”. (Aceito o termo, se bem que nem todos o sejam pelas melhores razões. Há formas de se tornar tristemente notável e, no Sporting, ao longo dos anos, muitos se têm esforçado nesse sentido, confundidos talvez pela interpretação a dar à palavra “esforço” na nossa divisa.) Adiante. Para já fica a ideia que não há grandes ideias, apenas se discutem pessoas. O que é pena. A ver vamos, como dizia o cego.... Ah! e sabemos que estão com PB.

Este espaço não corresponde a nenhum lobby de pressão, a nenhum grupo de reflexão, resultou apenas e só da inspiração proporcionada por um grande sportinguista, de cujo espaço sou visita efectiva e comentador em part-time, porque são muitos os sítios por onde gosto de botar discurso. Por isso nunca verão aqui expressa nenhuma tendência que não a minha.

Isto tudo para vos dizer que ainda serei capaz de ter problemas no maxilar de tanto manter a minha boca aberta de espanto perante as declarações de um antigo Presidente da A.G., ex-candidato a Presidente do clube e de quem muitos sportinguistas esperariam muito mais que isto. Quanta acrimónia, Sr. Dr. !
É caso para dizer que este Abrantes não é o de antes. Então Sr. Dr. não ganhámos? Podemos não ganhar tanto como nos anos 40 e 50 mas ganhamos mais que nas 3 últimas décadas anteriores. Mais que na década de 80, lembra-se? Então e de que clube é agora?

Antes de vos deixar, fiquem com a crónica do nosso Presidente da AG no “Apoio ao Norte”. E venha daí a bola que isto ainda se torna uma clínica de recuperação...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A hora dos cínicos

A derrota da selecção nacional trouxe-me à memória a velha dialéctica entre o jogar bem e não ganhar e o jogar mal e ganhar. Um tema que ainda recentemente agitou a nação sportinguista após o jogo de Braga.

Foi a hora perfeita para o aparecimento das velhas clivagens. Os órfãos do sargentão, argumentando que nunca perdemos um jogo de qualificação. Os queirosianos atirando para cima da mesa uma exibição de luxo, como há muito não se via. Puro cinismo. Scolari nunca conseguiu fazer a diferença que se esperava de um campeão do mundo e o futebol de ontem é um passaporte para lado nenhum.

As coisas são mais simples do que parecem. A selecção não jogou assim tão bem como isso e por isso perdemos. Tal como em determinados momentos com Scolari, faltou-nos sempre qualquer coisa.

Jogar bem é não só chegar com maior frequência que o adversário à baliza deste. Jogar bem é fazê-lo em todo o campo, nos diversos momentos do jogo, quando se defende, ataca, recupera a bola, o fôlego e se desgasta o adversário. Quem o faz bem ganha ou pelo menos não perde.

Qual a diferença entre esta derrota e a nossa vitória em Braga? Em Braga não brilhamos a atacar mas fomos eficazes e a defender não falhámos. Ganhámos porque jogamos bem? Não. Ganhámos porque fomos melhores do que o adversário. Tal como os magnunsun´s ontem.