Um ideal

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA, o lema que fez do Sporting um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Não havia necessidade...

Sim, é verdade, não havia necessidade. O Sporting não precisava daquele golo para nada e agora vamos ter que os ouvir cacarejar as idiotices do costume. Sabem que mais? Não me admirava que fosse premeditado, para desviar as atenções do verdadeiro roubo.

Surpreendidos com o meu fundamentalismo? Tenho dias assim, e normalmente não surgem por acaso. Por exemplo, quando vejo nos média profissionais a meterem a isenção na gaveta, porque raio hei-de eu ser isento, que amo o meu Sporting? Não amiúdadas vezes também me dá quando tenho o prazer de ver jogar a minha equipa e sobe exponencialmente quando tal acontece na companhia de um grande sportinguista! Foi uma bela jornada de Sportinguismo que hoje aqui o pessoal do "A Norte..." viveu. Damas, Manuel Fernandes, Jordão, Morais, José Carlos visitamo-los a todos e mais alguns. Sim, que querem, também falamos das VMOC´s, claro...

O jogo não foi grande coisa? Estava muito frio? Talvez, mas nesta fase desta competição ninguém espera mais que um jogo amigável e, como dizia ao nosso amigo JG, para um trasmontano é uma mariquice dizer que está frio com temperaturas acima dos zero graus. E eu não faço dessas figuras. (Mas estava mesmo frio...). Digo-vos mais, é um prazer para os olhos ver miúdos como o Adrien ou o Carriço aplicarem-se assim num embate a feijões. Podemos contar com eles quando for a sério.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Inovação e bloqueios

A entrevista que Filipe Soares Franco concedeu à imprensa justificando a decisão de não se recandidatar à presidência do nosso clube, continua a dar que falar, prometendo ainda fazer correr muita tinta na imprensa falada e escrita.

Com esta decisão, Soares Franco surpreendeu tudo e todos, inclusive, surpreendeu-se a ele próprio. Maquiavel não teria preconceitos em dissertar sobre esta brilhante jogada de mestre, inscrevendo-a nos manuais de ciência política, provando que quando um determinado acontecimento parece dado como certo, o seu contrário pode muito bem vir a suceder.

Não me admira que num futuro próximo, Soares Franco nos volte a surpreender. O próprio, começa por dizer na entrevista, que só sai de consciência tranquila se a reestruturação financeira e as restantes medidas que nos vai apresentar forem aprovadas. Quererá Soares Franco sair de consciência pesada do Sporting Clube de Portugal? Não me parece! Na verdade, hoje em dia, da maneira como as coisas estão no mundo em que vivemos, alguém ficará admirado se lá para Junho, Soares Franco se apresentar novamente na corrida à presidência do Sporting Clube de Portugal?

Se isso vier a acontecer, não será um bom sinal. Significa que os presidenciáveis de sempre, não compareceram no salão e a orquestra não chegou a tocar. Ora, se isso não se verificar, se os nomes sonantes que a imprensa tanto aprecia, se aqueles que fazem da sua militância a critica destrutiva não se assumirem, agora que o jogo parece começar a clarificar-se, o Sporting e seus associados desperdiçam uma ocasião soberana para debater a instituição enquanto organização colectiva de massas, os seus problemas internos e sobretudo o seu projecto desportivo, razão de ser do Sporting Clube de Portugal.

Muito mais importante do que andar a discutir nomes é discutirem-se ideias e projectos. Naturalmente que para haver projectos e ideias é necessário homens capazes de fazer obra, sobretudo, homens que sirvam o Sporting sem se servirem. Homens que fomentem, partilhem e exponham ao universo leonino o seu projecto, a sua visão, a sua cultura, aquilo que querem para o Sporting Clube de Portugal. Espera-se um debate de ideias proveitoso, salutar e democrático, sem clima de guerrilha interna, tão apreciável nestes momentos. O Sporting só tem a ganhar com esta discussão e na verdade, há muito que o Clube precisa de um momento como este, onde se possa debater a si próprio. É preciso que os Sportinguistas olhem para dentro do Sporting e lá se voltem a reencontrar.

Na visão do Presidente existe hoje dentro do clube uma minoria de bloqueio que impede a revitalização, o rejuvenescimento e a inovação do Sporting. São afirmações graves. É importante que os Sportinguistas saibam onde estão e donde partem esses bloqueios à revitalização, ao rejuvenescimento e à inovação que o Sporting naturalmente precisa, enquanto organização desportiva, social e económica, mas também é importante que se saiba quais são afinal essas propostas, uma vez que, até ao presente momento, ouvimos falar muitas vezes em VMOC's e em planos financeiros, mas muito poucas vezes em cultura organizacional.

Soares Franco já por duas vezes anunciou com pompa e circunstância uma reestruturação financeira do clube, mas nunca propôs com igual deferência e veemência uma reestruturação organizacional e governativa, naturalmente vital para a instituição, considerando que o actual modelo se encontra disfuncional e inadequado aos tempos que correm. É estranho que este tema tenha sido introduzido no menu Sportinguista, nas circunstâncias actuais. No entanto, adia-lo é torna-lo ainda mais inevitável. Sendo o Sporting um clube nacional, deverá estar representado e estruturado enquanto tal e se queremos aumentar a nossa expansão a nível associativo e sobretudo participativo é imperioso criar mecanismos que permitam uma maior capacidade de participação e decisão aos núcleos e demais grupos associativos devidamente organizados, legalizados e reconhecidos pelo clube. Não sejamos utópicos, mais cedo ou mais tarde a questão da organização interna e modelo governativo do clube entrará na panóplia de assuntos importantes para discussão no universo leonino. Quem sabe, se não é este o momento certo.

Muitos do núcleos transformados actualmente em meras colectividades onde se vê a bola ao fim de semana e se bebem umas cervejolas, ainda estão de pé devido à carolice dos anónimos leões que se encontram espalhados por todo o país, uma vez que o apoio da casa mãe é mais que menos, em certos casos, de puro abandono. Esta restruturação permitirá também uma maior renovação e revitalização dos núcleos, saindo como vencedor de todo este processo o Sporting Clube de Portugal.

Mais cedo ou mais tarde, este assunto estará ai para debate, até porque o Sporting precisa realmente de inovação e de rejuvenescimento.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sabemos do que fala mas não sabemos responder...

Octávio Machado é daquelas personagens que não deixa ninguém indiferente, dividindo em cada extremo os que sobre ele se pronunciam. Ou gostam dele ou detestam-no. É um homem controverso e de controvérsias, mas tem a rara virtude de dizer o que pensa, de forma directa, por vezes crua, mas falando sempre verdade, a sua verdade. Quem lê o “Vocês sabem do eu estou a falar” reconhece imediatamente o discurso octaviano, constatando que o autor não se refugiou nos truques habituais dos muitos que agora decidem pôr no papel as suas memórias.

O livro tem um capitulo dedicado à sua passagem pelo Sporting que merece uma leitura atenta. É um documento que relata, numa visão muito própria, os meandros do futebol leonino e do futebol nacional e de cuja leitura se pode extrair algumas das causas do longo jejum do nosso futebol. Comprometo-me com os leitores do "A Norte..." voltar a esta publicação e, se possível, disponibiliar o capitulo dedicado ao nosso clube na nossa mediateca. Hoje, porém, o extracto cuja leitura proponho, até pela sua actualidade, versa a constituição da SAD leonina, onde Octávio formula perguntas que muitos de nós gostávamos de saber a resposta. Os negritos são da minha responsabilidade.

“A meio da minha passagem pelo Sporting foram criadas as SAD, Sociedades Anónimas Desportivas, em que todos nos envolvemos de corpo inteiro, jogadores, treinadores e demais funcionários do clube, todos com dedicação e abnegação.

A SAD do Sporting foi um êxito estrondoso, a paridade na aquisição de acções foi de um para vinte, ou seja, quem queria vinte só teve direito a uma. Eu, por exemplo, queria mil e só obtive cinquenta, acções essas que ainda hoje conservo. E embora tenha sido um grande sucesso, na recta final o Sporting foi ultrapassado pelo FC Porto, já que este conseguiu ser o primeiro clube a oficializar a constituição de uma SAD. Foi qualquer coisa de incompreensível, porque o primeiro há-se sempre ser o primeiro. O facto é que o Sporting deixou-se ultrapassar no registo da SAD. Não gostei, sinceramente não gostei. Eu gosto de ganhar sempre e penso que o Sporting, por todo o trabalho que foi efectuado, devia ter sido o primeiro clube a constituir-se como SAD.

De qualquer forma, essa foi uma altura em que o Sporting se projectou de uma maneira extraordinária. Com a SAD do Sporting vieram também os protocolos de intercâmbio desportivo, assinados com clubes de várias regiões do mundo, tudo responsabilidade do Norton de Matos e, claro, do presidente do clube. A minha pergunta, passados estes anos, é esta: onde é que estão, hoje, esses protocolos? Onde é que está tudo isso? Será que os protocolos serviram apenas, naquela altura, para satisfazer determinados interesses económicos? Seria interessante reflectir sobre o nascimento e a morte desses protocolos de colaboração com outros clubes. Julgava eu que as SAD iriam trazer ao futebol português aquilo que nunca houvera: rigor nas contas e cumprimentos dos orçamentos. Lamento profundamente que, anos depois, fazendo um levantamento daquilo que foi o projecto Roquette, se chegue à conclusão de que os orçamentos nunca foram cumpridos e que o rigor ficou à porta de casa.”

Actualização:
Sendo este blogue sobre o Sporting e tendo Ronaldo ganho o prémio de melhor do mundo não me poderia aqui esquecer do Dep. de Formação do nosso clube. A consagração de mais um jogador por si formado é também a consagração dos que devotadamente aí trabalham.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Neste Casino há baralhos com mais de 4 ases

Não há muito mais a dizer. Depois de ver o jogo SLB-SCB é o único comentário possível. No Casino que é o futebol português há dados viciados e baralhos com muitos ases. . .E o melhor é esquecer os comentários da SportTV. Foi alguma operação conjunta com o canal benfica? Tive que ir buscar o velho transistor para ver até onde ia o descaramento. E não é que foi mais longe do que imaginei (penalty escandaloso de Luisão)? Espero que o Sporting reaja à altura deste escândalo e aguardemos a nota do árbitro.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Leões que sabem nadar

Uma boa noite para jogar à bola não é necessariamente uma boa noite para assistir a um jogo de futebol. Mas o frio glaciar não assustou os sportinguistas, fazendo com que fossemos o triplo dos leões presentes, comparando com o ultimo jogo da taça da liga, cujo adversário era o mesmo de hoje. Conclusões: Os dirigentes da Liga podem ter tido uma boa intenção, mas esta não mereceu grande acolhimento pelos adeptos. A merecer reflexão atenta. No que a nós dos diz respeito 20.000 pessoas não é um número entusiasmante para um clube com a nossa grandeza e para uma equipa que luta para ser campeã. Mas não era de esperar que as coisas se componham por um passe de mágica quando levaram muitos anos a ser estragadas. A mim particularmente, foi dos dias em que a inveja que habitualmente sinto pelos meus consócios por não morar perto de Alvalade menos me incomodou.

Nada a dizer da constituição da equipa. A inclusão de Grimmi à esquerda é natural tal como a de Veloso no vértice inferior do meio campo. As coisas não têm corrido de feição ao argentino, as lesões e o golo com o Fcp marcam negativamente a época, mas hoje soube dizer que se pode contar com ele para os momentos decisivos que aí vêm.

Uma boa entrada da equipa concluída com um golo de Vuk, feito bonito pelo envolvimento colectivo, foi a melhor atitude em continuidade com o já sucedido em Setúbal: não esperar pela sorte, optando pela competência. A lesão de Miguel Veloso foi a todos os títulos lamentável porque o nosso 24 estava a fazer um bom jogo e porque a sua saída acabou por desestabilizar a equipa. A preferência pelas soluções colectivas depressa foi substituída por soluções individuais, com estas a serem regra geral precipitadas, e com isso perdeu-se o melhor fio de jogo, sem com isso se ter perdido o seu controlo. O intervalo veio na hora certa.

Os primeiros minutos da 2ª parte trouxeram-nos nova contrariedade, com a lesão de Abel. Mesmo assim podíamos ter ampliado a vantagem, com Marcos a continuar a apostar em grandes exibições com o Sporting, safando um golo feito. O Marítimo, no entanto, parecia capaz de nos causar mais problemas do que havia revelado na 1ª metade, o que nem a justa expulsão de Oberdan veio desmentir. Por momentos a nossa equipa parecia querer reviver o passado das oportunidades perdidas. E isso só não sucedeu porque o Maritimo foi muito macio mas sobretudo porque a equipa acordou de repente para a realidade: junta é mais capaz do que cada um por si e vai de fazer uma jogada envolvente pelo lado direito, com Liedson a voltar a facturar, quando já havia oferecido o golo a Vuk. Liedson é desde hoje o mais profícuo goleador sportinguista que não nasceu português.

Hoje deitamo-nos em primeiro lugar. Amanhã levantamo-nos na mesma posição. Quem sabe não nos reencontraremos com os lençóis a olhar para baixo... (na classificação, claro...). Não há dúvidas que os leões sabem nadar. Ganhamos à Naval e 2 vezes ao Marítimo. E, apesar de umas litradas indesejáveis e amargas, continuamos à tona da água, nadando em boa posição em direcção à meta. Que assim se mantenha!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Atrás de mim virá quem de mim bom fará?

O aforismo popular que serve de titulo a este artigo parece estar mais ou menos implicito na entrevista de Filipe Soares Franco ao Record e, provavelmente, nos pesadelos desta noite de grande parte dos sportinguistas. Antes de vos deixar com as palavras de FSF, que dão explicações mais detalhadas da decisão ontem comunicada deixo 2 notas de protesto: a 1ª vai inteirinha para o "A Bola" pelo desprezo a que, reincidentemente, votou os seus leitores sportinguistas. A 2ª vai para as palavras de Moutinho. Quem vier a seguir que lhe explique o que é ser um capitão do Sporting. Por razões que compreenderão, o essencial da entrevista ficará colocada aqui em destaque. As restantes partes, bem como as reacções à decisão de FSF poderão ser consultadas na nossa mediateca. Recomendo igualmente as crónicas de Daniel Oliveira no Record e de Joel Neto no JN, bem como a leitura do AB e do Filipe no Jogo Directo . (clique nas imagens para ampliar)





quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Entre a surpresa e a serenidade

Após a surpresa – quem não ficou? – impõe-se uma reacção. Desde já a primeira lembrança vai inteirinha para o Conselho Leonino: mais uma vez foi dali que saíram as noticias para as 1ª´s páginas dos média. Mais um mau serviço prestado ao Sporting da parte de um órgão a merecer profunda reflexão sobre a sua utilidade.

Não é o momento adequado para fazer o balanço do mandato de FSF, até porque ainda não acabou e há decisões que, sendo tomadas ou não, o marcarão decisivamente. Provavelmente FSF terá compreendido que “dificilmente poderá trazer ao Sporting a comunhão de objectivos que se desejam para o nosso clube. Por culpa dele e dos que fazem dele uma guerra pessoal.” Percebeu que a actual cisão entre sportinguistas tenderia mais a agravar-se com ele do que a acabar. Se assim foi prestou um bom serviço ao clube. Espero que os que fizeram dele uma guerra pessoal também tirem as suas conclusões. Que esta oportunidade seja aproveitada para os sportiguistas se reconciliarem consigo e com o clube.

Sendo coerente com o artigo aqui colocado hoje, a saída de FSF de cena baixa as exigências de quem a seguir se perfilar, por todos os motivos anteriormente aduzidos e tem a virtude de pôr ao mesmo nível todos os candidatos que se apresentem às urnas. Os que temiam os elevados valores percentuais que FSF vinha conseguindo até agora nos plebiscitos, vêm agora uma janela de oportunidade. Esta talvez seja, neste sentido, uma má noticia, pois, como dizia hoje, para se ser presidente do Sporting é necessária uma soberba e férrea vontade e já agora coragem. Aguardo com curiosidade a reacção dos que diziam que FSF se recandidatava por causa das pressões dos bancos, para ocultar atitudes menos próprias, dele e de outros e, como sabemos, coisas muito piores.

Espero que, refeitos da surpresa, os sportinguistas encarem a situação com serenidade. Podemos estar surpresos, mas não estamos órfãos, nem de luto. É hora de pensar o futuro.