Um ideal

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA, o lema que fez do Sporting um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Noticia de última hora!

O “ANortedeAlvalade” orgulha-se de anunciar a concretização de uma parceria com o site Site de Apoio ao Sporting Clube de Portugal. Para os menos atentos, este é um projecto enorme, começado com a criação de uma página no Facebook. Com um crescimento exponencial – a última vez que consultei ia já em mais de 6.500 seguidores - o projecto dava um rápido salto para a blogosfera. Rápido e fugaz, uma vez que as limitações impostas pelo formato escolhido, funcionavam como um fato 2 números abaixo do tamanho recomendado. Num sopro, hoje o Site de Apoio ao Sporting Clube de Portugal é um local de passagem obrigatória para todos os Sportinguistas que reconhecem a valia da Internet como um espaço de divulgação, debate e vivência do espírito leonino. Como eu disse ao responsável deste projecto, esta parceria ajuda-nos mais a este espaço, na divulgação da nossa mensagem, do que ao próprio, tendo em conta as nossas dimensões relativas.

Como em todos os projectos o que faz a diferença são as pessoas. O Nuno Mourão, pela sua entrega à causa Sportinguista, pelo seu dinamismo merece o nosso aplauso e o seu projecto o nosso carinho. O Nuno é um Sportinguista notável. Não no sentido da exposição mediática, que quem sabe lá chegará, e muito menos no sentido vazio de um das expressões mais temidas por muitos Sportinguistas. Notável pela devoção e pela dedicação ao clube que muito amamos. A lição que ele me dá é que podemos sempre fazer um pouquinho mais do que pagar as cotas, comprar a gamebox, aplaudir ou mandar umas assobiadelas. Basta querer. Obrigado Nuno! Parabéns Nuno!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Porca Miseria

Ou, quando jogamos mal, aparece a sorte a proteger, quando jogamos bem a sorte vai de férias.

Foi dia de Primavera em Alvalade, sentiu-se o primeiro aroma do que pode valer este Sporting, o aroma fresco de um aguaceiro suave sobre a relva verdejante. Queremos mais!

A jornada europeia vai a meio, e já todos sabiamos que ia ser cínico o nosso confronto com a Fiorentina, não havia era a necessidade de um árbitro vir reforçar as dificuldades com aplicação de critérios dúbios. Por mais que me expliquem, nunca vou entender a razão de se ter condescendência com a sanção disciplinar de uma agressão ou jogada violenta, e o zelo perfeito na sua aplicação quando da celebração eufórica de um golo, ou numa reacção exporádica de raiva após uma jogada perdida.

O Sporting cresceu, mandou os temores e os tremores para trás das costas e atacou o jogo com irreverência, os laterais são um ponto fraco é verdade, o Liedson ainda não resolve, o Postiga e o Vuk têm atracção pelo individualismo, mas se formarem todos uma equipa, os erros são diluidos e há maior possibilidade de brilhar a qualidade.

A nossa escola com Patricio, Carriço, Veloso e Moutinho em bom plano reforçada pelo desabrochar de uma flor rara do Chile, mostraram que não vamos a Itália prestar vassalagem, a eliminatória está em aberto e este Sporting tem todas as condições para tomar as rédeas do seu futuro e ser feliz. As falhas que nos roubaram um dia de sucesso foram individuais, a sua correcção depende de todos.

Apoio não vos vai faltar, seja lá onde for, “Estamos sempre convosco”, enquanto existirem atletas dispostos a suar a nossa camisola, “Não vos deixaremos mais”,e que os nossos adversários temam as bancadas de verde e branco vestidas a gritar, “Força Sporting, Allez!”

Ao intervalo estamos em desvantagem, vamos agora concentrar-nos em vencer o Braga e depois ansiar por Quarta-feira. Não esqueçam a lição Holandesa os jogos só terminam no último minuto do prolongamento e até um guarda redes pode ser decisivo.

Sporting vs Fiorentina

Estádio José de Alvalade, 19.45 H

Sporting:

Rui Patrício; Pedro Silva, Daniel Carriço, Polga e André Marques; Miguel Veloso, João Moutinho, Vukcevic e Matías Fernandez; Liedson e Hélder Postiga.

Suplentes: Tiago, Pereirinha, Tonel, Caneira, Rochemback, Yannick e Caicedo.

Fiorentina:

Frey; Commoto, Gamberini, Dainelli e Gobbi; Montolivo e Cristiano Zanetti; Macchionni, Mutu e Vargas; Gilardino.

Suplentes: Avramov, Kroldrup, Natali, Pasqual, Donadel, Jorgensen, Kuzmanovic e Jovetic

Um renascimento à italiana?

Estou de acordo com o PB, imaginem! Também não acho que seja necessário um milagre para o Sporting eliminar a Fiorentina. Basta “organização, talento, coragem, convicção e, naturalmente sorte, que faz parte do jogo”. Se é possível que tudo isto nasça do nada que tem sido o inicio de época? Pois!... É bom que o nosso treinador declare estar ciente de que “de que não estamos a jogar bem em termos ofensivos”. É o primeiro passo para melhorar. Já me custa ouvir dizer que “continuamos a ser bons defensivamente”. Quem viu sofrer os golos que sofremos da forma que sofremos, mais os que foram evitados in extremis, fica perplexo.

Os italianos são conhecidos pela sua eficácia a defender e pelo pragmatismo na hora de atacar. Mas como nós estão a começar e ainda não estão a jogar a sério. Saibamos aproveitar a oportunidade. São estes os jogos que dá gosto jogar. Equipas com história de países com pergaminhos, a passadeira estendida para a entrada no clube dos melhores, o mundo do futebol à espreita, curioso para proclamar a glória dos eleitos. Que mais é preciso para fazer bonito?

Logo, quando o árbitro der o inicio à partida eu devo estar lá, com o LT e o Hugo. Como qualquer Sportinguista, antes de qualquer jogo, espero ganhar. Hoje não peço um renascimento italiano da equipa. Não peço um milagre no Duomo de Alvalade. Basta-me um Sporting à Sporting.

A equipa do JVL:
Patricio; Pereirinha, Carriço, Tonel, Veloso; Moutinho, Adrien, Vuk, Matías Fernandez; Liedson & Postiga;

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Que politica desportiva?

Espero que uma jornada menos conseguida dos nossos adversários não seja uma tentação para reescrever a realidade do nosso futebol. O facto de aqueles perderem pontos não atenua a nossa série de maus resultados e péssimas exibições, bem pelo contrário. Os festejos dos falhanços alheios continuarão a impedir-nos de arrumar a casa? Não venham com a ladaínha acusatória dos profetas da desgraça, pois o que está a acontecer não precisa de ser advinhado, corre-nos à frente dos olhos. Bota-abaixismo? Ninguém deita abaixo o que já está de rastos!

É justamente a penúria dos resultados desportivos, aliada ao divórcio com o espectáculo, que me leva a questionar que projecto existe para o futebol leonino e, a existir, quem são os agentes encarregues da sua execução. Para quem observa pelo “outro lado do vidro” o interior do futebol do Sporting vê apenas muitas sombras a gravitar em torno de Paulo Bento. Tudo parece começar e acabar no treinador, sem se perceber se os eclipses são voluntários, - isto é, estratégia concertada - falta de qualidade ou simples sujeição à forte personalidade do técnico. Infelizmente para o Sporting, porque não há projecto de sucesso que comece e acabe numa pessoa, resulte sem agentes de qualidade ou onde o contraditório esteja ausente.

Julgo que a chegada de PB ao cargo que agora ocupa é precisamente uma demonstração da ausência de estratégia e actores para a executar. Dias da Cunha demite Peseiro e faz cair a direcção, demitindo-se também. Com o campeonato a decorrer, com uma equipa directiva nova, FSF lança mão de PB, técnico da equipa júnior. Pela 2ª vez consecutiva o Sporting aposta num treinador sem curriculum, jogando tudo no escuro. Num clube como o nosso a escolha do treinador devia ser uma decisão criteriosa e não um acto de adivinhação. O futebol do Sporting é hoje uma sucessão de equívocos, de decisões erradas, desperdício de talento. A eternização de algumas das nossas dificuldades, o agravamento de outras, demonstra à evidência que o actual treinador não encontra soluções, colocando-se ele do lado dos problemas. Quanto tempo mais se pode sujeitar os Sportinguistas a "isto"? Mas, como não se vê estratégia nem quem a execute, será PB o primeiro a perceber a impossibilidade da sua continuidade e, em consequência, tomar a decisão de seguir outro caminho. Porque se há qualidade que não lhe pode ser negada é a da honestidade, e quem nos serve assim não merece os ataques de ordem pessoal que agora se lhe dirigem, até porque PB é réu mas também vítima.

A chegada de um presidente a tempo inteiro corresponde a um atraso de 30 anos relativamente ao clube que tem dominado o campeonato nacional. Sabe-se quais os métodos que, hoje como ontem, são empregues pelo FCP para, a qualquer preço, manter e aprofundar a sua hegemonia. Mas o mérito de manter uma estrutura profissional duradoura, um núcleo inviolável, que, em regra, permite maior rapidez na escolha e implementação de soluções para os problemas, não deve ser negado. É essa estrutura que tem faltado em Alvalade e que espero venha a ser implementada. Bettencourt prometeu maior atenção à gestão desportiva e julgo-o capaz de o cumprir. Quanto antes melhor, com critérios que privilegiem o mérito e a capacidade profissional. Quem lê a entrevista de Pedro Barbosa ao Record ("A minha vinda para o Sporting nestas funções deve-se ao facto de poder trabalhar com pessoas com quem me dou bem"???) dificilmente descortina esse tipo de procedimento.

domingo, 16 de agosto de 2009

Soldados inadaptados

Volvida a primeira jornada, que todos aguardávamos com certa expectativa, não temos razões para estar felizes nem propriamente desconsolados. Já estamos habituados ao que se passou e estou certo que nenhum Sportinguista estará hoje surpreendido com o que se viu ontem na Choupana. O filme já está tão gasto, que nem são precisas legendas para interpretar o que Abel, Polga, Roca e companhia vão fazer. Só os auto-golos parecem ser uma cena nova nos melancólicos dramas que o futebol do Sporting nos propicia.

A verdade é que os nossos directos adversários, não mostraram em termos práticos nada por ai além melhor do que nós, se tivermos em conta, conforme o nosso Presidente enigmática e estrategicamente realçou, a diferença de armas com que lutamos para o mesmo objectivo.

O Sporting apresentou-se na Choupana para fazer mais um jogo treino. Com jogadores adaptados a determinadas posições, para as quais estão ou são verdadeiramente inaptos, o enredo do drama revelou um Sporting verdadeiramente confuso, incapaz de se desamarrar da teia sufocante em que se encontra.

O futebol do Sporting não respira saúde. De jogo para jogo, parece agudizar-se, mesmo quando se tentam outros desenhos tácticos. Seja como for, o campeão da pré-época, com a marinha de guerra e o campeão em título, com a força aérea, parece que não foram capazes de ir mais além do que os nossos modestos soldados e é isto que parece ir entretendo e iludindo os responsáveis do Sporting. A ver se os nossos soldados se adaptam à táctica!

sábado, 15 de agosto de 2009

Nacional - Sporting: a treinar no campeonato.

Constituição da equipa:

Rui Patrício
Abel(46m) – Daniel Carriço – Polga – André Marques(68m)
Miguel Veloso – Rochemback(46m) – João Moutinho(A.25m) – Yanick
Hélder Postiga – Liedson

Suplentes:
Ricardo Baptista, Caneira, Tonel, Pereirinha(46m), Matiaz Fernandes(68m), Vukcevic(46m), Saleiro.

Numa primeira observação Paulo Bento opta por conceder o descanso a Vukcevic e a Matiaz Fernandez, que jogaram a meio da semana em representação das suas selecções. Saliente-se o regresso de Rochemback ao onze titular.

1ª Parte
O Sporting apresentou-se algo diferente do habitual. Paulo Bento sentiu necessidade de produzir alterações, abandonando o losango enferrujado. Com Veloso e Rochemback lado a lado, Moutinho ligeiramente adiantado, Yanick sobre a direita, conseguiu entrar controlar o jogo, sem no entanto causar grande perigo. Liedson ligeiramente descaído sobre a esquerda estava longe do seu ambiente natural. Quando aos 8 minutos apareceu na área criou o 1º lance de golo do jogo. Foi a 1ª e a última vez na primeira metade. Um número anormal de maus passes anulava a vantagem conseguida a meio-campo na hora de recuperar a posse da bola.

O Nacional, percebendo rapidamente que o lado esquerdo do Sporting tinha ficado no balneário, concentrou a missão defensiva no lado contrário, agradecendo as facilidades. E nem precisou de criar oportunidades de golo: Polga, usando da simpatia que lhe é característica, ofereceu a bola,na sequência de um canto, quando a devia ter posto na praia de Porto Santo, uns quilómetros ao lado. Quem disse que era um veterano? Polga fica mais jovem a cada jogo que passa! Antes de ir para o balneário ainda conseguiu repetir a graça, deixando Amuneke descer a toda a velocidade, criando perigo. O mal estava feito e teria que ser um Sporting muito forte nos segundos 45m para se consguir dar a volta. Um Sporting que não se vê há muito.

2ª Parte
A 2ª parte começou com PB a fazer o óbvio: tirou os 2 piores jogadores em campo. Rochemback e Abel não justificaram a chamada, mas foram os “apenas” os piores, havia mais quem merecesse o prémio. Polga, por exemplo, bem auxiliado por Marques, oferece mais um golo, evitado em cima da linha por Carriço. Quem mais podia ser naquela defesa? Pereirinha e Vukcevic ocuparam os lugares vagos regressando o esquema tradicional. Deixo ao montenegrino uma sugestão: porque não diz ele que quer jogar à esquerda, para ver se PB o põe à direita, onde tão bem jogou pela sua selecção. O Veloso a partir do momento em que afirmou que joga em qualquer lugar, tem jogado mais na posição em que gosta… Passavam já 25 minutos de jogo quando a entrada de Matias esgotou as substituições sem aparecerem as soluções. Quando os jogadores mais talentosos ficam no banco, para que são necessários reforços?

O Nacional ia consentindo o domínio, sem abdicar de criar perigo em velozes golpes de contra-ataque. Manuel Machado viu os jogos da pré-eliminatória e mandou recuar os jogadores madeirenses para trás da linha da bola, complicando o que o Sporting nunca havia percebido como tornar mais fácil. Foi preciso um defesa madeirense mostrar como se cabeceia, após um excelente canto de Vukcevic, devolvendo o favor que Polga havia concedido, passavam 75m de jogo. O Sporting cresceu mas continuou a definir mal as jogadas, em especial o último passe. Não se pode dizer que os jogadores não quiseram. Antes não souberam e por isso não lograram desfazer a igualdade.

A exibição e consequente resultado não surpreendem ninguém. O Sporting apresentou-se na Madeira arrastando atrás de si os mesmos problemas que há muito não resolve -continuamos sem marcar golos... - e por isso o resultado só podia ser problemático para as nossas aspirações. Jogando inicialmente de forma nunca vista, parece que o Sporting foi treinar à Madeira. Pena que não o tenha feito na pré-época. É que 2 pontos já lá vão. E o orçamento do Nacional é muito inferior ao nosso. Protesta-se o jogo? A propósito o Nacional tem quase o dobro dos jogos realizados na pré época que nós, isto se consideramos os jogos com o Twente como tal. Porque será?