Um ideal

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA, o lema que fez do Sporting um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”

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sábado, 5 de setembro de 2009

Dia Leonino - Futsal e Andebol

Hoje é um excelente dia para nós sportinguistas, especialmente os amantes do ecletismo do Sporting. Numa iniciativa de louvar, a direcção do Sporting agendou os jogos de apresentação de duas das nossas principais modalidades para o mesmo dia no pavilhão do Casal Vistoso.

Programa:

15h: Sporting vs Vilaverde

17h: Sporting vs Sporting da Horta


Na equipa de Futsal, os principais destaques vão para Caio Japa (Ex-Belenenses), Cardinal (Ex-Freixieiro) e o regresso de Evandro. O fixo contratado à equipa do Restelo foi um dos melhores jogadores das duas últimas temporadas, tendo assumido papel fundamental na performance dos "pastéis" que, inspirados no seu talento, atingiram a final do campeonato nacional em ambas as épocas. Quanto a Cardinal, internacional português que joga preferencialmente a pivot, tem vindo a apresentar todos os seus predicados e foi mesmo o melhor marcador do Sporting durante esta pré-época.

Realce ainda para a ascensão de João Benedito a capitão de equipa. Após a saída dos carismáticos Zézito e Bibi, o melhor guardião nacional enverga agora a braçadeira num sinal de reconhecimento de toda a sua dedicação pelo clube, a nível desportivo e profissional, bem como o respeito e paixão que sempre demonstrou pela camisola do seu clube de coração.

Os pupilos de Paulo Fernandes entram para esta época com vontade de recuperar o título que há três anos tem seguido para os outros lados da Segunda Circular.


Além dos internacionais Hugo Rocha (ex-ABC) e Pedro Solha (ex-Águas Santas), o Sporting reforçou-se bem com Vladimir Petric, lateral-direito que jogava em Espanha após já ter representado com sucesso o FC Porto e ainda o regresso de Mitja Lesjak, pivot que havia representado o Sporting em 2007-2008.

Contando com a permanência da maioria dos jogadores preponderantes da época anterior, como Bosko Bejalanovic, Humberto Gomes e João Pinto, lanço mais uma nota de destaque para a presença de três dos mais promissores jogadores jovens do andebol nacional: Fábio Magalhães (ex-ABC), Pedro Seabra (Ex-São Bernardo) e Pedro Portela (formado nas nossas camadas jovens).

O título foge ao Sporting desde 2001 (apesar de duas vitórias na Divisão de Elite) e este ano adivinha-se que os comandados de Paulo Faria sejam sérios candidatos à vitória final.

Termino lançando o repto a todos os amantes das modalidades para que adquiram a Gamebox Modalidade, disponível no Centro de Atendimento ao Sócio junto à Loja Verde.

EM FRENTE SPORTING!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Uma crença, uma fé ...


Antes de mais, que me perdoem os religiosos pois sendo eu agnóstico e tendo assistido ao que tem vindo a acontecer, parece-me que cada vez mais o Sporting tem assumido contornos exactamente idênticos aos que uma qualquer religião demonstra. Contudo, nunca serei capaz de partilhar esse tipo de ligação ou semelhança.

José Holtremann Roquette não foi bafejado pelo toque divino para profetizar “Um clube grande, tão grande como os maiores da Europa”, sustentado nos mandamentos “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”.

Os nossos fundadores, entre os quais a família Gavazzo e a família Stromp, não podem em algum caso ser vistos como apóstolos que serviram para espalhar a palavra desta nova realidade trazida ao mundo no dia 1 de Julho de 1906.

Ocasionalmente, surgem mensagens vindas de todo o lado a alertar que devemos olhar para uma dada direcção e montar uma Cruzada na luta contra o Inimigo.

Inquisições, caças às bruxas e outro tipo de perseguições são montadas para fazer frente ou silenciar quem vai contra a ordem estabelecida como se estivessem a fazer frente a um dogma ou a uma verdade inquestionável.

Poderão até dizer que os períodos que passamos sem vencer títulos são o nosso “Ramadão” e que episódios como o de Munique se assemelham às perseguições verificadas durante a II Guerra Mundial – que certas religiões insistem em afirmar que nunca aconteceu.

Assistimos a manobras para a reeleição de um presidente de modo a que este entrasse como Jesus Cristo em Nazaré, como se se tratasse do salvador do nosso clube. Da mesma forma, a eleição de um dado presidente e as suas palavras inaugurais para alguns parecem um fenómeno semelhante às aparições de Fátima.

Infelizmente, contamos com figuras que usam e abusam da palavra, sabendo que nunca serão confrontados ou sequer questionados, fazendo autênticos Sermões aos peixes sem terem a coragem ou honra de concretizar aquilo que estão a pregar.

Pois eu não me revejo nada nestes actos e acontecimentos. Nem os feitos recentes de Rui Patrício ou Liedson são milagres dignos de santos ou figuras canonizadas, nem os triunfos e marcas de Yazalde, Joaquim Agostinho ou Carlos Lopes são apenas registos que podem ser encontrados numa qualquer colectânea de registos míticos. São estes alguns dos marcos da nossa história e não alguns dos bastiões de uma religião.

Temos cada vez mais pastores, sacerdotes, rabis, shamans e todo um tipo de personagens, com vontade de ensinar lições e de nos dizer como é que devemos viver o nosso clube como se de uma Religião se tratasse. Existem por aí muitas pessoas que se julgam os catequistas do “Sportinguismo” que sabem como devemos agir e qual é a palavra que deve ser espalhada, que se fazem passar como mensageiros da virtude leonina pois a eles nada se pode apontar, pois são eles os verdadeiros defensores da nossa causa.

O Sporting nunca foi nem nunca será uma religião. Não basta fazer o seu “bar mitzvah” ou ir à missa para poder ostentar um título. Não nos devemos reger por mensagens de obrigação pré-formatadas mas sim pelo que diz um dos nossos cânticos “Uma crença, uma fé…”.

Ser do Sporting não é uma opção. É um modo de vida…

Condução perigosa, travão de mão ou marcha atrás?

Declarações do Presidente Eduardo Bettencourt:
10 de Junho de 2009
Dantes, o Sporting era uma noiva que andava atrás dos outros, mas isso vai mudar. Agora, eles é que têm de andar atrás de nós. O Sporting é uma noiva interessante.

22 de Junho de 2009
Quando estivermos em condições de empolgar verdadeiramente os sócios, anunciaremos. Temos bem a noção do que empolga. Se falta muito para o fazer? Não, não. Os Sportinguistas já sabem que gostamos de fazer as coisas com pés e cabeça.

Declarações do treinador Paulo Bento:
30 de Junho de 2009
Sporting tem capacidade para terminar em primeiro. O Sporting sempre lutou pelo título, à excepção da época de 2007/08, até às últimas jornadas. É um facto que raramente liderou a classificação, o que denota alguma irregularidade, mas se esteve sempre na luta, também revela capacidade para terminar em primeiro. Há que ser mais regular e mais eficaz, sobretudo em termos ofensivos.

Passado pouco mais de um mês declarações iniciais:

Declarações do Presidente Eduardo Bettencourt:
10 de Agosto de 2008
É óptimo ver 62 mil pessoas no estádio [aludindo à assistência do Benfica-Ac Milan, em jogo da Eusébio Cup] e não tenho pejo em reconhecer que os benfiquistas estão com motivos de orgulho e com expectativas muito altas. (…) Está-se a pedir (aos jogadores e treinadores) que fiquem à frente de outros concorrentes com mais investimentos e orçamentos muito maiores.

Declarações do treinador Paulo Bento:
31 de Agosto de 2009
Andamos de travão de mão na hora de investir. Temos que fazer o mesmo que eles com menos meios. E não terá nos próximos tempos porque as pessoas que estão à frente do Sporting são demasiado sérios, demasiado frontais, e não querem fazer uma fuga para a frente.

Fala agora, pá! Fala agora!


Há um recentemente empossado fiscal do SEF, que anda muito ocupado com a Selecção Nacional e com as invasões de estrangeiros que por lá andam, parece esquecer que para se ter o direito de pedir a naturalização num País e se ter pleno direito a caso o Seleccionador Nacional assim o entender representar esse País é preciso ter um contrato de trabalho durante o mínimo de 6 anos e que ele seja cumprido pela sua entidade patronal.

Felizmente que ele não tem nada que ver com estes assuntos de contratos de trabalho de jogadores profissionais, queres um conselho vai ver filmes para o Seixal.
Fala mais alto que ninguém te ouve!


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Só morre o que é esquecido

Clive Wearing tem uma história comovente e aterradora: devido a uma encefalite perdeu a memória de uma vida inteira bem como novos acontecimentos. Dito desta forma parece mau. Conceber a hipótese de, de um dia para outro, deixar de reconhecer os nossos entes queridos, os amigos e até o nosso percurso pessoal é imaginar que o inferno pode ter lugar ainda em vida.

O que é que o apontamento anterior está a fazer num blogue sobre o Sporting? Eu explico. Muitos de nós, que hoje debatemos com paixão o momento do nosso clube, não experienciamos os momentos áureos da história do nosso clube, como foi, por exemplo, o primeiro tetra-campeonato, o futebol orquestral dos cinco violinos, a conquista da Taça das Taças, com a épica recuperação ante o Manchester United, então a crescer para o seu destino. Por vezes esses momentos parecem tão longínquos como as histórias do tempo em que os animais falavam e, a glória então vivida não parece, à luz do presente, mais do que uma fábula. No pior dos cenários, para muitos, não existiram.

Mas há testemunhos desse passado, que demonstram a grandeza histórica do clube. O notável espaço museológico do clube, o Mundo Sporting, alberga no seu interior um manifesto de grandeza que atesta que o sonho dos nossos fundadores um dia se materializou. É por isso também um espaço é de visita obrigatória para todos. Hoje, talvez como nunca na nossa história, é necessário perguntarmo-nos que clube deixaremos aos nossos filhos e que vestígios da nossa passagem merecerão ladear os que agora ali descansam dos trabalhosos dias de glória.

Deixo-vos um excerto da reportagem de ontem do jornal “O Jogo”(clique para aumentar). Como nota de curiosidade saliento o altifalante de que falamos aqui, num momento alto deste nosso espaço.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

DúvidAAS

A AAS continua a ganhar o seu espaço e importância no universo Leonino, mérito do seu trabalho e prova de que são organizados. Nesse sentido achei despropositado o seu recente pedido de demissão do treinador do Sporting por duas razões fundamentais, primeiro porque não sei onde é que pedidos de demissão de funcionários do Sporting Clube de Portugal se insere nos fins para que a AAS foi criada (ver estatutos), segundo pelo timing que foi escolhido, a véspera de um jogo decisivo.

Se sobre a primeira razão da minha discordância julgo que serão mais aptos para falar os sócios da AAS, relembro apenas um trecho de uma entrevista ao Record de Pedro Faleiro da Silva durante a recente campanha eleitoral “...porque o papel da associação não é o de gerir o destino do clube. É procurar influenciar, promover a discussão, envolver as pessoas, trazer pessoas para a discussão.”, devo concluir, não sei se correctamente, que o objectivo tenha sido “influenciar” porque realmente não vejo outro.

Partindo deste pressuposto julgo que não existiu pior momento para tentar influenciar, primeiro porque não querendo de modo nenhum acusar a AAS de ser o elemento destabilizador do futebol do Sporting, esta sua iniciativa pela invulgar divulgação que teve, em nada deve ter contribuido para melhorar as condições de trabalho de quem nos representa nas vésperas de compromissos decisivos. Segundo porque foi seguido de uma exigência - “Provem que estamos enganados” - foi a frase de abertura do sitio da AAS até à passada segunda-feira, acompanhado daquilo que era exigido pela AAS, apuramento para a Champions e vitória em Coimbra com exibição convincente.

Por momentos pensei que estava a ver o sitio de uma claque, de pessoas que não têm representatividade nos orgãos sociais do clube para fazer passar a sua mensagem. Quais as vantagens para o Sporting Clube de Portugal desta iniciativa continua a ser para mim um mistério. Aguardei até hoje para dar a minha opinião, porque imaginei que não tendo correspondido a equipa de futebol às exigências feitas pela AAS, agora num periodo de paragem do campeonato, sem compromissos do futebol profissional, quando o ambiente é mais propicio ao debate e à divergência de ideias e opiniões iria cair o Carmo e a Trindade e a posição de força da AAS seria concluída, concluída em quê não sabia e estava curioso, pedir a demissão do elemento da direcção com a pasta do futebol? Reforçar o pedido de demissão do treinador?

Para minha surpresa quando ontem entrei no site da AAS a mensagem era - “Trazer a alegria de volta.”- agora? É impressão minha ou há uma inversão de objectivos, a mensagem de apoio e alegria não fazia mais sentido há uma semana atrás? E a posição firme e dura não faria mais sentido depois de terminados os compromissos?

Só é digno de crítica quem age, quem actua e se revela perante os outros para ser avaliado, os ineptos são tão inuteis que nem críticas merecem, a AAS irá seguir o seu caminho e fazer mais erros tenho a certeza, mas fica a minha dúvida. Isto serviu mesmo para quê?
P.S. - Este post foi editado, pelo seu autor, onde antes se lia "Provem que temos razão" lê-se agora "Provem que estamos enganados". Agradeço a correcção do meu erro ao atribuir a primeira frase à AAS ao Hugo Malcato e ao Pedro Faleiro da Silva.

Sporting só há um!

Os Sportinguistas andam crispados. Isso é visível, nos artigos de opinião escritos por dirigentes, na blogosfera leonina ou em qualquer conversa de café entre Sportinguistas.

Ultimamente isso é mais do que evidente. Neste e noutros espaços, onde se debate o Sporting, onde cada um tem a liberdade para falar aberta e apaixonadamente do seu clube. Mas liberdade implica responsabilidade. Custa-me ver Sportinguistas irados com Sportinguistas.

Não creio que haja dois clubes dentro do clube. Sporting só há um. Há certamente visões diferentes relativamente ao mundo Sporting. O futebol é emoção e paixão e como tal desperta vivências diferentes.

Da mesma forma, a liberdade de opinião deve ser respeitada, preservada e estimulada. Não pode ser de outra forma. Somos todos do Sporting e não há leões, mais leões do que outros, mesmo aqueles que ostentam uma juba maior.

Se somos todos do Sporting, devemo-nos saber respeitar. Isso passa desde logo por aceitarmos com serenidade uma opinião diferente da nossa. O Sporting pode enriquecer-se com a diferença de opiniões.

O Sporting anda crispado desde as eleições, ou talvez há mais tempo. Quem diria que assim é, quando do acto eleitoral, resultou um Presidente eleito com mais de 90% dos votos.

O nosso Presidente está eleito. É o Presidente do Sporting, de todos os Sportinguistas. Dos que votaram nele e dos que não votaram nele. Assim sucede relativamente aos restantes órgãos eleitos. Após uma eleição, seja ela de que natureza for, eleitos e eleitores devem saber respeitar-se. É preciso que cada um saiba ocupar o seu lugar.

O futebol por si só suscita opiniões controversas. Se eu gosto mais do 4-3-3 do que do losango, será que isso é motivo para presumirem que eu não gosto do treinador actual do Sporting? Isto é apenas um exemplo, para evidenciar que aquilo que nos divide deve-nos unir. Só assim seremos mais fortes.

Não há dois Sportings. Há só um Sporting. Compete-nos a todos potenciar e criar sinergias para que o Sporting seja mais forte. Evidentemente, que esperamos de JEB uma liderança capaz, motivadora e revitalizadora dos valores do Sporting Clube de Portugal.