Um ideal

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA, o lema que fez do Sporting um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

O MEU PLANTEL – Parte I


Confesso que o meu esquema táctico preferido é o 4 x 2 x 3 x 1, ou seja, o mesmo utilizado pelo Sporting nas duas últimas vezes que fomos campeões. Não quero com isto dizer, no entanto, que sou totalmente crítico ao modelo em losango utilizado no nosso clube desde os tempos de Fernando Santos.

Um esquema táctico deve ser uma base de disposição de jogadores em campos, mas deve ao mesmo tempo permitir correcções ao longo de um jogo, sustentado em dinâmica e condições de jogo. Por isso podemos perfeitamente falar em 4x4x2 que se transforme em 4x3x3 ou 4x2x3x1.

Coloquei estes dois primeiros parágrafos de forma a introduzir a minha visão do que deve ser o plantel do Sporting na próxima época, baseado em jogadores e não em esquemas. Por outro lado, já não sou um jogador assíduo de FM, pelo que não tenho um vasto conhecimento do mercado e não tenho grande noção de jogadores que possam fazer determinadas posições ou cumpram requisitos desejados para as contratações.

Guarda – Redes

Sou apreciador do Rui Patrício. Admito que tenha algumas lacunas e por vezes tem falhas que nos deixam de boca aberta, no entanto, não foram raras as situações onde realizou defesas de encher o olho. A cada ano que passa tem vindo a ganhar maturidade e capacidade de liderança da defesa. Nos seus primeiros anos, foi penalizado pela “exposição” do caso Stoijkovic, além de se ter notado alguma “desconfiança” por parte de Tonel e Polga nas suas capacidades.

Tiago continua sobretudo pela sua experiência e importância no balneário e por isso as dúvidas sobram para o terceiro guardião. Ricardo Batista é-me quase um desconhecido pelo que não consigo fazer juízos de valor. Por outro lado, a Victor Golas auguro um grande futuro e acredito que a introdução no plantel principal, ajudaria e muito no seu processo de evolução. No entanto, talvez seja melhor manter Ricardo Batista no plantel e colocar Golas a rodar. Golas vem de dois anos nos juniores onde ao longo da maioria dos jogos foi um espectador e só teve mais trabalho nos jogos grandes. A experiência numa equipa de qualidade inferior colocará à prova as suas reais capacidades.

Uma última palavra para Stoijkovic. O guardião sérvio é certamente um dos melhores da Europa na sua posição, no entanto, considero que os seus comportamentos não são os mais profissionais e desde sempre se diz que para ser jogador não basta talento, é preciso ter capacidade mental e personalidade.

Defesa

No centro da defesa, apenas Daniel Carriço me oferece garantias. Polga oscila constantemente e por vezes tem mais oportunidades do que aquelas que se calhar merecia. As suas hesitações já nos valeram muitos pontos e a insistência no recurso ao passe longo retiram capacidade produtiva à equipa. Caneira tem sido utilizado como lateral, mas joga melhor a central. Penso que se encontra já em fase descendente da carreira, visível na ausência de velocidade e no constante recurso à falta. Já Tonel, aprecio o seu estilo guerreiro e as suas valências no jogo aéreo, sendo no entanto limitado no aspecto técnico.

Destes três centrais, Polga ou Tonel deviam ter guia de marcha, pois qualquer um deles tem mais mercado que Caneira – e a versatilidade deste não deixa de ser útil. Para colmatar esta eventual saída, deverá o Sporting contratar um central forte fisicamente e com atributos no jogo aéreo. Enakarhire seria uma boa aquisição, no entanto, mais uma vez as atitudes pouco profissionais que tem vindo a ter nos clubes por onde passa fazem-me colocar algumas reticências.

Na defesa, as minhas principais preocupações vão para as faixas laterais. Este tem sido o principal factor para o modelo do “Losango” não funcionar, pois este esquema necessita para mim de laterais com disponibilidade para ajudar nas manobras ofensivas e com capacidade de recuperar no terreno com facilidade.

Na direita, Abel não é nesta altura jogador ao nível do Sporting. Realizou uma época e meia de boa qualidade quando chegou ao Sporting mas as suas exibições deixam cada vez mais a desejar. Já por outro lado, Pedro Silva embora não seja extraordinário, sempre dá mais garantias que o lateral português. A adaptação de Pereirinha pode ser tida em conta, mas quanto a mim, só como recurso. Face à saída de Abel, daria uma oportunidade a João Gonçalves que evoluiu nas últimas épocas ao serviço de Olivais e Moscavide e no Olhanense. Médio de formação, foi adaptado a lateral na sua passagem pelos juniores do Sporting e por isso tem capacidade de passe e posicionamento, além da velocidade necessária para a posição. Nascido em 1988, leva já 3 ou 4 épocas nesta posição, pelo que é uma opção mais válida que a adaptação de Pereirinha.

Na esquerda, começo por dizer que esta não deve ser a posição para Caneira. Nos laterais de raiz, Ronny nunca me encheu as medidas apesar das boas indicações que deixou em alguns momentos. É lento a jogar, não sabe defender e ter um bom pontapé e capacidade de cruzamento são argumentos fracos para um lateral numa equipa que quer ser campeã. Grimi registou algumas boas exibições quando chegou ao Sporting e por isso apoiei a sua contratação. Uma série de factores – desportivos e extra-profissionais – impediram que realizasse uma época regular. Sporting deve reforçar-se nesta posição e André Marques parece-me uma boa opção. Gostei das suas exibições no Sporting quando Paulo Bento o lançou na equipa principal e agora, três anos depois, cumpriu um longo processo de habituação ao futebol senior e realizou uma boa II volta ao serviço do Setúbal que se viu órfão de Cissohko.

Continua...

terça-feira, 9 de junho de 2009

A caixa mágica do jogo

A curva descendente em que entraram os bilhetes de época com um nome pomposo foram o primeiro alerta para que algo que não ia bem na relação dos adeptos com o clube. Como sempre, e dependente do ponto de vista de quem analisa, foram muitas as razões aduzidas para o enorme flop comercial, precisamente nos 4 anos em que, consecutivamente, a equipa se apurou para a Champions League. É meu entendimento que as fundamentações mais pertinentes são as que se prendem com a perda do poder de compra, o fraco poder apelativo dos espectáculos, o distanciamento da equipa dos adeptos, mas sobretudo o desvalorizar do projecto desportivo, mudando o centro das atenções e discursos para a disputa interna e para o passivo. A combinação destes factores conduziu ao alheamento e à descrença, com um grande número de Sportinguistas a trocarem o “Só eu sei porque não fico em casa…” pelo “A mim tanto me faz…”

Uma das áreas que tem merecido mais críticas por parte dos adeptos tem sido precisamente o marketing, ferramenta indispensável para a promoção comercial de um produto que custa sempre muito a pagar. No que refere às gameboxes não partilho da crítica, pois quer o “telefonema de PB” quer os leões a rugir na bancada me pareceram bem conseguidos. O problema continua, a meu ver, na ausência de um projecto desportivo aliciante, que leve a acreditar os Sportinguistas que o título é realmente possível. O número reduzido dos que hoje acorrem a Alvalade e aos estádios por esse País fora são os que, aconteça o que acontecer, não deixam o Sporting a jogar sozinho. Poderá esse número encolher?

A nova ordem de que ontem falava conseguirá mobilizar os adeptos? Até que ponto a continuidade de PB funcionará como apelativa ou desmobilizadora para os adeptos Sportinguistas? Vai haver novos “efeitos Schmeichel”, com as aquisições?

É por isso com redobrada curiosidade que aguardo pelos números da nova época. Os preços, as adesões e sinceramente o fim da gameboxe adepto, que mais não é que a desvalorização da importância de ser sócio. A continuar com essa modalidade, proponho a criação de uma nova modalidade: a gameboxe cliente. Não é necessária a ligação afectiva ao clube e, neste momento em Lisboa há pelo menos dois clientes-alvo: os de Belém, que deixarão de ver jogos de 1ª em Português, e os do Colombo, que têm em Alvalade a única possibilidade de ver jogos da Champions, mesmo que sejam apenas as pré-eliminatórias.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Poder do Ecletismo - Ténis de Mesa


Depois de uma derrota por 4-3 em Novelas, a equipa do Sporting tinha a oportunidade de dar a volta à final e resolver o campeonato em sua casa. Os comandados de Chen Shi Chao corresponderam às expectativas e no dia das eleições no Sporting (5 de Junho) conseguiram levar a final à negra, graças a uma vitória por 4-1. No dia seguinte, nova vitória por 4-1 permitiu ao nosso Sporting chegar ao 31º título nacional nesta modalidade.

Mais do que a notícia, o que me leva a escrever esta mensagem foi o sentimento vivido na Sala do Ténis de Mesa no Multidesportivo de Alvalade. No jogo de sexta-feira, a equipa adversária enchia praticamente metade da sala em apoio aos atletas do Novelense. Ainda assim, os sportinguistas presentes estiveram inexcedíveis no apoio aos nossos jogadores e Ye Mingshui, Bode Abiodum e principalmente, Ricardo Filipe, corresponderam com boas exibições contribuíndo para a criação de uma atmosfera frenética em torno de um "simples" jogo de ténis de mesa.

No sábado, uma improvável vitória no jogo de pares colocou em Ye Mingshui a possibilidade de terminar a partida. Frente a frente com o seu compatriota ao serviço do Novelense, assistiram-se a momentos de excelente ténis de mesa e muita emoção. No final, uma pancada forte de Ye deixa o adversário sem capacidade de resposta e estava dado o mote para a festa verde - e - branca.

Confesso que me senti apreensivo quando vi um autocarro vindo de Novelas para apoiar a sua equipa, fazendo com que metade da assistência fosse do adversário. Contra mim falo pois apenas recentemente reconquistei o hábito de acompanhar as modalidades do Sporting. Mas esta eliminatória fez-me recuperar a esperança em torno dos valores desportivos do clube. Mais do que um título nacional, assisti a uma grande partida de desporto - engrandecida também pela qualidade dos atletas adversários - dentro de uma sala totalmente apinhada com as pessoas a gritar e a cantar pela maior potência desportiva nacional.

A secção liderada pelo Senhor Miguel Almeida e a equipa comandada por Chen Shi Chao, adjuvado pelo grande campeão Pedro Miguel, estão completamente de parabéns por nos fazerem ver mais uma vez que o Sporting vai muito além do futebol.

O Sporting é o Ecletismo!

Nova Ordem em Alvalade: Os 5 trabalhos de Bettencourt.

Há uma nova ordem no Sporting, marcada pela confiança plena que os Sportinguistas depositaram em Bettencourt. Julgo não oferecer dúvidas a ninguém que a quase unanimidade e aclamação que os resultados espelham não está ao alcance de outra figura do universo sportinguista, e por isso esta vitória é uma vitória pessoal. O novo presidente tem carta-branca dos sócios porque, acima de tudo, eles acreditam que, sendo JEB um entre pares, nada fará contra o clube do coração.

Não é fácil, porém, calçar os sapatos de JEB por estes dias. Há muitos bojadores para transformar em boa-esperança. A data anacrónica encontrada para as eleições deixou JEB sem tempo para saborear as delícias do champanhe: daqui a menos de 20 dias temos dar inicio a uma candidatura para a Europa, com 2 desafios (assim o espero) duríssimos para ganhar. Até lá o plantel tem necessariamente que ser reforçado, porque um sportinguista sabe que não pode confiar no sorteio. Aqui estará o primeiro grande teste ao novo Presidente. O desgaste de PB, resultante de 4 anos sem campeonatos e um futebol nada entusiasmante, a humilhação europeia da época passada, serão exponencialmente ampliados com um não-apuramento, isto antes do campeonato começar. PB seguramente terá que se reinventar, actualizar e estruturar para estar à altura da confiança "forever". PB um calcanhar de... Bettencourt?

Nestes primeiros 3 meses JEB deverá apresentar a sua versão pessoal para a sustentabilidade financeira, isto se o prazo de fim deste mês, dado pelo consórcio bancário, for dilatado. A forma e os métodos encontrados pelo CD recém-eleito para lidar com esta questão marcarão o seu mandato e abrirão ou fecharão as portas para a necessária revisão estatutária. Espera-se e deseja-se que o novo presidente compreenda a democracia em todo a sua plenitude e deixe de lado termos ofensivos como "minoria de bloqueio" perfilhados pelo seu antecessor e por seus presunçosos discípulos. Há 2 formas de resolver a questão: ou se impede a entrada em AG dos que não se revirem no modelo a apresentar, ou se mobilizam os Sportinguistas, para que estes compareçam em número que viabilize as alterações necessárias. Não se pode esperar é que Sportinguistas, sejam lá quantos forem, prescindam das suas convicções e do seu modelo de clube. Os quase 90% de sócios têm que perceber que não basta confiar em JEB, há que se dar ao trabalho de o respaldar. O contrário será traí-lo. O bloqueio não vem dos que votam contra, antes sim dos que renunciam ao seu direito de votar. Não há minoria de bloqueio, há convicções e talvez também muito presunçoso de ter nascido dono da verdade.

A ligação dos sócios e adeptos ao clube, a agora chamada militância, é uma planta que aguarda apenas a água e o adubo certos para desabrochar, após longa hibernação. Isso ficou evidente nas actuais eleições. Sabemos que os resultados desportivos condicionarão sempre o sentido desse movimento de aproximação e afastamento. As campanhas de marketing poderão ajudar, mas devolver o orgulho aos Sportinguistas será o caminho. Como JEB ouviu durante a campanha, "o DNA dos Sportinguistas é gostar de ver bom futebol". E andebol, basquete, hóquei, e outros, digo eu. O pavilhão é questão para um mandato, mas a competitividade de todas as modalidades, e não apenas do futebol, são essenciais para chamar de volta os que se afastaram.

Mudar os estatutos, modernizar o clube, sem perder as suas referências, é essencial. Fazê-lo de forma lesta, mas sem atropelos. Criar o lugar de Presidente Honorário para que, ainda em vida, Moniz Pereira tenha o reconhecimento que merece. Há uma nova ordem no Sporting, ansiada por todos. Todos somos precisos, ninguém é excedentário.

domingo, 7 de junho de 2009

Nova época

Findo o período eleitoral e decidido que está o Presidente de todos os Sportinguistas, passemos agora para outros assuntos que, com toda a certeza, não criarão tantas clivagens como as observadas nestas últimas semanas.

Mantendo-se Paulo Bento à frente da equipa técnica, com todo o plantel ou quase - o Miguel não deve estar muito contente - satisfeito pela sua continuidade, será necessário efectuar algumas contratações e dispensas.

No que toca a dispensas, pelos vistos Pipi e Tiuí irão mesmo sair do SCP. Na minha opinião é positivo pois o 1º não só foi penalizado pelo jogo directo, praticado principalmente no início do campeonato como passou ao lado do jogo inúmeras vezes. Já Tiriri, foi prejudicado pela escassa utilização que teve. Das poucas vezes que entrou, o seu contributo foi sempre positivo. Honestamente, não vejo uma grande diferença qualitativa entre ele e Djaló.

Ronny e Grimi seriam outros jogadores que gostaria de ver sair do SCP. Nenhum deles convence como lateral e se o primeiro ainda foi importante no final do campeonato, o 2º além de acumular erros dentro de campo (vs fcp por exemplo), fez o mesmo fora dele. Djaló era outro que poderia sair. Vendido, de preferência, ou emprestado, para ganhar experiência e ver que é um privilegiado por jogar no SCP.

Adrien, dependendo da saída ou não de MV, deveria ser emprestado para ganhar ritmo. Se MV sair, aí sim deveria ficar no plantel.

Quanto a entradas, ficarei pelas posições que acho as mais carenciadas. É urgente contratarmos laterais de qualidade, ainda por cima tendo em conta o modelo de jogo que utilizamos. Abel fez uma época verdadeiramente decepcionante e Pedro Silva desequilibra no ataque mas defensivamente deixa um pouco a desejar. Caneira é um remendo na esquerda.
Precisamos, como de pão para a boca, de um nº10. É necessário termos alguém no meio-campo que assuma o jogo, que consiga fazer 1x1, que descubra linhas de passe. Caso Derlei saía, teremos obrigatoriamente que contratar um avançado. Não saindo penso que deveríamos ainda assim contratar alguém para esta posição.

Estas são para mim as contratações prioritárias. Seria também positivo que arranjássemos verdadeiros concorrentes para o Vuk e Izmailov, especialmente para que o 1º veja que não tem lugar cativo na equipa.

Li hoje que JEB pondera contratar alguém que possa ser uma mais-valia a nível desportivo e comercial, o que seria excelente. Será que teremos o tal "Schmeichel 2" que falava há uns tempos? Em tempos de sequelas, não me importava mesmo nada. Saí um Juninho Pernambucano para o meio-campo do SCP óhfaxavor!

PS: Não tem nada a haver com o SCP mas joga-se hoje a final de Roland Garros entre Roger Federer e Robin Soderling. Espero que seja um grande jogo e que Federer finalmente conquiste este torneio, o único que lhe falta dos 4 principais.

PPS: Fica aqui um link que o LdA me passou e o qual agradeço, da entrevista de JEB ao DN. Aconselho a leitura da mesma na sua totalidade mas a parte que aqui vos deixo, é exactamente a referente ao planeamento da nova época. Aqui vai

sábado, 6 de junho de 2009

ÉS A NOSSA FÉ! FORÇA SPORTING ALLEZ!


Ali ao centro na primeira linha está o nosso Presidente, junto com ele marcha o Sporting Clube de Portugal!

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis o Sporting!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Viva o Sporting!

Com a assumpção da vitória por parte do mandatário da candidatura de José Bettencourt cai o pano sobre as eleições no clube. Estima-se uma vitória expressiva e esmagadora, resultado de uma não menos expressiva comparência nas urnas.

Que a glória dos vencedores se estenda também aos vencidos, na ideia de que, hoje, dia 6, somos todos Sporting de novo. Que se dê inicio a uma nova era, para que possamos cumprir o destino que todos sonhamos e cremos ser possível.
Viva o Sporting!