Um ideal

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA, o lema que fez do Sporting um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”

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sábado, 15 de agosto de 2009

Pressão Nacional

"(…) Bem sei que par a muitos Sportinguistas basta o consolo de ficar à frente do Benfica. É uma vitória para qualquer equipa que não pertença aos 3 grandes. Sendo o Sporting um deles, só o 1º lugar merece aplauso. (…)
Dirão: temos que ser realistas. 2 objecções: 1ª :o Porto é o que é sem ter maior dimensão do que o Sporting. A diferença é que enquanto o Porto faz uma gestão financeira a pensar nos resultados desportivos, o Sporting faz uma gestão desportiva a pensar nos resultados financeiros. 2ª (…) Não atirem a toalha ao chão antes do jogo começar. O Sporting, e sobretudo o seu treinador, não precisa de menos pressão. Precisa de mais. E os adeptos não precisam de mais “realismo”. Precisam de razões para continuar a ir a Alvalade."
Daniel Oliveira, ao Record.

Começamos a época com uma difícil deslocação à Madeira. Como tudo seria fácil se o árbitro, provavelmente licenciado em Economia e Gestão, verificasse a conformidade com a lei dos jogadores inscritos no boletim de jogo, apurasse o orçamento de ambos os clubes e seguidamente atribuísse a vitória ao Sporting. Fácil, mas sem sentido, sem emoção, e logo sem arrastar atrás de si o interesse que o futebol instiga em milhões pelo mundo fora.

Julgo não me enganar ao afirmar que os Sportinguistas aguardam com expectativa o encontro de hoje. Que equipa, que jogadores, que ideias e que atitude? Haverá progressos qualitativos na prestação futebolística, ou o jogo da Madeira devolver-nos-á o futebol incaracterístico e sem identidade que vimos até agora? Felizmente que os passivos exibicionais no futebol não exercem tirania dos seus semelhantes na economia. Se uma equipa se consegue transfigurar de um momento para outro no decorrer de um jogo, mais facilmente o consegue de um jogo para outro. Qualquer que seja a perspectiva o Sporting tem argumentos para sair vitorioso.

O Nacional perdeu o seu goleador e o seu melhor defesa. Incorporou um número significativo de novos elementos. Esta é capaz de ser a melhor altura para remeter à expressão mais simples a arrogância do engenheiro e desmontar letra a letra o "machadez" do treinador adversário, tendo em conta que nos encontramos na situação oposta, no que diz respeito à estrutura da equipa. Se Caicedo não joga eles também não podem contar com o angolano Mateus. E tendo em conta as suas presenças nas selecções, adensa-se a curiosidade sobre as prestações de Matias Fernandez e Vuk. Quando veremos o que de bom têm para dar?

Quem joga no Sporting sabe que tem que jogar sempre para ganhar. É isso um factor de pressão inibidor ou motivo para jogadores e treinadores se sentirem motivados para, demonstrando as suas qualidades, serem os melhores e os primeiros? Os que nasceram para ganhar vêm nos desafios oportunidades, os outros são os outros, de quem ninguém se lembrará amanhã.

P.S.- À semelhança do já realizado nos jogos com o Twente, estaremos em linha durante o jogo, comentando.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

De que são feitas estas vitórias


Quando o suposto “Projecto Roquette” nos foi apresentado, todos ficámos com a ideia de que se tratava de algo totalmente inovador e que poderia revolucionar o futebol nacional. Não compreendendo a maioria das suas vertentes, certo é que três foram os pilares aos quais os sportinguistas ficaram rendidos:
  • Sucessos desportivos
  • Aposta na formação (alicerçada na construção da Academia)
  • Novo estádio
Quanto ao primeiro ponto, feita a comparação com os 15 anos anteriores, as estatísticas parecem evidentes:

1981-1995

Um campeonato
Duas Taças de Portugal
Duas Supertaças
Presença na Meia-Final da Taça UEFA (1991)

1995-2009

Dois campeonatos
Três Taças de Portugal
Quatro Supertaças
Presença na Final da Taça UEFA (2005)
Cinco presenças na Liga dos Campeões

Portanto, é um facto afirmar que desportivamente, o Sporting nos últimos anos tem procurado consolidar a sua posição no panorama do futebol nacional, sendo o clube que mais vezes este perto de conseguir fazer frente à hegemonia do Futebol Clube do Porto, cujo modelo desportivo tem sido elogiado em diversos quadrantes do desporto nacional.

Importa no entanto não esquecer os primeiros anos de política desportiva. Uma total ignorância por parte do líder do Sporting em termos desportivos fez com que entregasse a direcção do futebol a pessoas a quem hoje só consigo apelidar de incompetentes. Simões de Almeida e Paulo de Abreu foram os responsáveis pela aprovação de dezenas de (más) contratações, indicadas pelo rei da prospecção, Luís Norton de Matos. Apenas com a entrada de Luís Duque na estrutura SAD do Sporting é que conseguimos verificar uma liderança forte em termos de futebol e que encaminharam o Sporting para o fim do jejum e para a preparação da base da equipa que viria a ser campeã em 2001-2002.

Longe de loucuras de outros tempos, o Sporting começava a entrar nos carris sem trocar de treinador duas a três vezes por ano nem contratar cerca de uma dezena de jogadores por época (exceptuando a época de 2000-2001). Estabilidade exigia-se há algum tempo e parecia que havia trabalho nesse sentido, comprovada na manutenção de Lazlo Boloni apesar de um péssimo início de campeonato e uma série de mais resultados na sua segunda época.

Associados a estes resultados desportivos e principalmente às duas vitórias nos campeonatos, quais as evidências do segundo pilar do “Projecto Roquette”? Bem, na conquista de 1999/2000, Beto era o único jogador dos escalões de formação com estatuto de titular e no ano de Jardel, JVP & C.a., além do camisola 22, também Ricardo Quaresma e Hugo Viana foram peças fundamentais na vitória.

Aposta na formação

É um orgulho ver a nossa equipa entrar em campo com 6 ou 7 jogadores formados no clube e isto pode ser algo a que nos habituámos graças ao projecto mas importa não esquecer que noutros anos também tivemos equipas com Damas, Laranjeira e Inácio ou Litos, Mário Jorge, Mourato e Carlos Xavier, entre outras gerações.

Há tempos, em conversa com um ex-atleta do Sporting, bicampeão pelo nosso clube neste período, ele afirmou-me: “Esta aposta na formação é em larga medida uma fachada para justificar o desinvestimento no futebol”. Basicamente, contentamo-nos com a aposta num jogador muitas vezes mediano da casa, pelo simples facto que já não temos capacidade para arranjar melhor.

Após termos sido campeões com Boloni, vendemos Hugo Viana e essa verba foi destinada para pagar uma Academia que está situada num terreno que ainda estamos a pagar através de leasing. Ao mesmo tempo, perdemos por diversas razões Phill Babb, André Cruz, João Pinto e Jardel ao que o plantel foi reforçado com Pablo Contreras, Marcos Paulo, Ricardo Fernandes e Kutuzov. Só alguém que vive no outro planeta é que não constata que ficámos a ganhar em qualidade e isso verificou-se no futebol produzido.

Novo estádio

O Projecto Imobiliário tem o seu expoente máximo no novo Estádio José Alvalade. Edificado na zona dos antigos campos de treino, foi-nos apresentado com um sem número de pontos fortes que permitiriam ao Sporting amortizar o investimento facilmente graças aos diversos contratos de exploração.

O novo estádio trouxe conforto e comodidade. A pala total faz com que as pessoas deixem de ter receio de se deslocar ao estádio pois já não estão sujeitas às intempéries proporcionadas pelo antigo estádio onde por vezes tínhamos apenas cinco mil pessoas, mas onde também tínhamos um pavilhão (a Nave), uma pista de atletismo e uma Sala de Sócios.

Três anos depois da sua inauguração, 4 fracções de todo o projecto imóvel já estavam a ser negociados ficando o Sporting sem 4 objectos que supostamente proporcionavam os contratos de exploração que permitiriam a amortização do investimento.

Conclusões

Ao longo de uma série de anos, acumulamos expressões de “Este ano é que é”. Apesar de simbolizarem uma certa pobreza de espírito ou então uma esperança infundada que resultaria em frustração, não é menos verdade que as pessoas deslocavam-se ao estádio com orgulho para ver jogadores como Figo, Balakov ou Amunike a jogar.

Nos anos dos títulos, o fervor em torno de cada uma das equipas era sustentada por equipas que ora jogavam com coração e atitude ou com enorme talento e eficácia.

Dos anos pré-Roquette, recordo-me de derrotas altamente vergonhosas como o 3-6 ou eliminações europeias perante adversários mais fracos. Nos anos mais recentes, derrotas por 3-0 com Gil Vicente e Paços de Ferreira em nossa casa ou contra o Marítimo no Funchal, são também recentes derrotas por 4-0 por duas vezes na Mata Real ou em Vila do Conde, são encaradas como normais ou acidentes de percurso, quando noutros tempos além de raras seriam mais do que meros “acidentes de percurso”. E como podem ver, nem sequer preciso de entrar no descalabro dos resultados europeus de um passado não muito distante.

O Projecto Roquette trouxe-nos uma aposta em jogadores da nossa formação que tanto nos orgulha mas que resulta de um claro desinvestimento nas nossas equipas. Ponderação e respeito pelos compromissos são argumentos louváveis e pertinentes. A realização de mais-valias em atletas formados no clube é fundamental para honrar os compromissos com os credores mas é triste constatar que as nossas principais mais-valias com jovens formados no clube (Simão, Cristiano Ronaldo, Hugo Viana e Quaresma), nem sequer foram formados na nossa Academia e Nani pouco tempo lá passou.

Nos tempos que conseguimos realizar mais-valias, elas foram quase sempre canalizadas para os mesmos fins. Hoje, capacidade negocial é praticamente nula para os lados de Alvalade.

O Projecto Roquette torna engenharias financeiras, injecções de capital e vendas patrimoniais como vitais para a solvabilidade do clube deixando no entanto cair no esquecimento o facto de Kmet, Hanuch, Sá Pinto, João Pinto, Tello, Jardel e Niculae representarem cerca de 40 milhões de euros gastos em transferências sem um único euro de retorno. Ou seja, quase 60% do valor das VMOC’s que hoje dizem que temos de emitir.

Não posso mentir: Os anos a que apelidamos “Dinastia Roquette” deram-nos um sem número de alegrias e diversos motivos para nos sentirmos orgulhosos com o nosso clube. Dois jogadores formados no Sporting considerados os Melhores do Mundo pela FIFA, uma selecção nacional na Alemanha com 13 jogadores que passaram pelo nosso clube, várias transferências valiosas, muitos mais troféus do que em igual período de anos anteriores. Mas que Sporting temos agora?

Qual o nosso património?
Qual a nossa margem de negociação?
Qual o valor da nossa marca?

Todo um modelo baseado em grandes valores empresariais e de gestão serviu para deturpar uma imagem e uma tradição de um clube centenário e que a cada dia que passa pactua com a mediocridade e acumula discursos de conformismo que a meu ver resultam de uma série de más políticas e más decisões que o Sporting herdou … do Projecto Roquette.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Outra realidade

Eu devo existir num qualquer mundo paralelo. Neste mundo ficcional onde habito o Sporting é sempre o favorito, não há limitações para a nossa ambição e o erro é punido com a demissão imediata.

Parece contudo que nos últimos dias o mundo verde e branco percebeu consternado que a realidade não é assim, partimos para o campeonato em desvantagem competitiva para com os nossos rivais.

As reacções são de surpresa e indignação, sinceramente não as entendo …

Não duvido que nos últimos 40 anos devemos ter sido várias vezes favoritos, não me lembro bem é quando, terá sido no ano das unhas? Ou será que foi quando se compravam todos os putos disponíveis da selecção de sub-20? Ah, já sei, foi quando comprámos o Jardel e o João Pinto.

Bom isto é estranho, tão estranho que o jejum, que parece não ter existido, só acabou quando o então Presidente do Sporting assumiu que aquele ano não era para vencer, que o Sporting não era um candidato ao titulo.

Será que alguém ainda se lembra das razões que deram origem ao “Projecto Roquette”? Deve ter sido porque todos os anos éramos os favoritos, vencíamos competições a torto e a direito e tínhamos prestações europeias brilhantes.

Aliás a nossa barriga estava tão cheia de troféus que hoje já nos damos ao luxo de classificar um Taça oficial de secundária ou menor. Para mim aquilo que é ambição ou exigência é conseguir fazer mais do que o expectável com os recursos que se tem, principalmente quando passei por muitos anos onde se esteve muito abaixo do mínimo exigível. Anos negros onde independentemente dos recursos investidos não se passava de uma nota de rodapé.

Será que os recursos que há chegam para se ser campeão?

Não tenho a mais pequena dúvida que chegam, nem qualquer receio de que os profissionais do Sporting pensem noutra coisa que não na conquista de todos os títulos que vão disputar. Peço mesmo que se alguém na estrutura do Sporting julgar qualquer dos títulos que vamos disputar como menor que retire imediatamente a equipa dessa competição.

Neste dia em que se celebra um feito imenso de um atleta do Sporting, de um Campeão, de um símbolo nacional, faço minhas as suas palavras que estão aqui em baixo no post que lhe é dedicado, e que acredito definirem na perfeição uma das primeiras condições para se vencer.

Disse um dia Carlos Lopes, “Nunca tive medo de ser derrotado…” é isso mesmo Campeão, não importa a posição de onde se sai, o lugar que se ocupa ao fim de 10 quilómetros, nem as dores que surgem lá pelos 30, o pior que pode afectar uma pessoa é o medo, o medo de ser derrotado então é um verdadeiro assassino.

Espero que ninguém ouse jamais por em causa a ambição e a exigência de Carlos Lopes ou Moniz Pereira, tenho a certeza absoluta que nenhum deles desprezou um segundo lugar ou uma vitória num qualquer meeting, a memória eterna ficou associada à vitória olímpica, essa memorável vitória foi alicerçada em muita vitória humilde e segundo lugar que deram ao Campeão a mentalidade necessária para se suplantar, para acreditar no seu percurso, para fazer das suas fraquezas forças, não ter medo de perder e simplesmente vencer.

Serei sempre e só um incondicional adepto do Sporting Clube de Portugal, porque acredito e defendo os seus valores e cultura desportiva. Não tenho qualquer medo de perder este ou aquele campeonato. O Sporting Campeão é algo que facilita o caminho, algo que realiza o nosso projecto desportivo, mas não é nem será nunca a razão do meu apoio.

Este facto faz-me partir para mais este ciclo competitivo sem angústias, nem preconceitos, confiante que mais uma vez vamos fazer mais com menos, vamos vender cara a derrota, vamos manter a pressão sobre os nossos adversários até ao fim, se têm melhores condições ou orçamentos vão ter de o provar em campo a cada jornada, a cada eliminatória, no final logo se verá se foi suficiente para atingir a glória, para tornar esta equipa eterna, para cumprir o nosso sonho e ambição.

Que comecem os jogos! Viva o Sporting!

Reféns da resignação!

Num clube meio falido e de nobres arruinados, a postura de um treinador como Paulo Bento assenta que nem uma luva. Foi assim no reinado de Franco, que o quis transformar no Ferguson do Sporting e continua para já a sê-lo na era de Bettencourt. Até um dia, claro está.

Rapaz humilde, que se contenta com o que tem ou com o que lhe dão, até consegue fazer umas proezas, mesmo sem o nível de investimento do adversário, conquistando uns troféus secundários e garantir presença contínua na liga dos melhores da Europa. Defende o Clube como outros não o defenderam e está sempre solidário com a Direcção que se esforça por colmatar a débil situação económica e financeira que ele tão bem compreende.

Daqui resulta o impasse em que se encontra o futebol do Sporting. Não há exigência nem liderança capaz de promover uma cultura de exigência. Franco, Bettencourt ou outro, não sentem legitimidade para exigir a um treinador que fizeram refém das suas estratégias de contenção. Por outro lado, Bento nada exige (deve ser o único treinador no mundo que nunca pediu um jogador que fosse) para que nada exijam dele.

E os jogadores, onde figuram os jogadores nesta equação?

A vida vai correndo. O salário cai no dia certo e isso parece bastar. Só assim se pode entender, que os profissionais que servem o Sporting se contentem em servir um clube que parece resignado a lutar pelo segundo lugar. Onde está o espírito de campeão? Não havendo essa cultura de exigência, não há espírito de campeão, mas há espírito de resignação. Faz-se o que se pode e como diria Miguel Torga, quem faz o que pode, faz o que deve.

O Sporting está mergulhado neste impasse que se resume a esta equação. JEB e Paulo Bento estão reféns um do outro. Não se exige a Bento o que Bento não exige a JEB. Ou seja, Bettencourt pouco exige de Bento, porque Bento nada exige a Bettencourt. Daqui resulta que Paulo Bento não exige para que dele não exijam mais. Ambos parecem ser reféns da resignação, só assim se poderão entender os remorsos de JEB. É assim o Sporting do momento. Eles estão resignados, nós indignados!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Insert Coin

Vamos lá a ver se percebo bem:

- somos um Clube com dificuldades financeiras (mas para quem a LC não é indispensável);
- que tem o dinheiro contado e que por isso não pode investir como gostaria;
- que se reforça com apenas 2 elementos, sendo um deles por empréstimo, porque não há dinheiro para mais;

e damo-nos ao luxo de não vendermos o Djaló?!?!? O DJALÓ!!! Como é possível rejeitar uma proposta, seja ela qual for, para este "jogador"!? Eu pagava para me ver livre dele!!

Um gajo que não sabe receber e passar uma bola, que tem tábuas como pés e uma cabeça completamente oca, que amuou e deixou de festejar os golos e nós não o despachamos? Agora que tínhamos a possibilidade de vender o "Purovic" português não o fazemos?!

A explicação só pode ser uma: depois do golo de pinball contra o Twente, convém ter um jogador que joga sempre em modo TILT.

Depois das declarações do JEB só mesmo isto para mostrar que estamos no rumo certo. OU NÃO!

Reacções

Parece que continuaremos a coleccionar desculpas em vez de títulos. O interessante é notar a domesticação do discurso fervoroso de JEB ao conformismo das condições e dos orçamentos de Paulo Bento. Confesso a minha profunda decepção. A continuar assim JEB ameaça tornar-se numa espécie de produto photoshop: tal como as beldades das revistas, fica bem na fotografia, mas de perto notam-se muitas verrugas e celulite. As reacções a uma série de declarações infelizes do Presidente Bettencourt, mesmo que contidas, não se fizeram esperar. Saliento a do leitor JL, no pertinente post de Nuno Moraes Bastos, na Centúria Leonina, que julgo consubstanciam muita da indignação e estupefacção que desde ontem assola os Sportinguistas:
(...)"Não contente, diz que não somos assumidos, apesar de ter prometido contratações que entusiasmam, e que com ele o SCP joga sempre para ganhar. Então não era só uma "pontinha de sorte" o que estava a faltar?
Por fim, é com tristeza e vergonha que constato que a primeira reacção de viva voz do Presidente do meu Clube pós-título de júniores é a aclamar o projecto desportivo de quem foi a sua casa mandar pedras.Por fim, é com tristeza e vergonha que constato que a primeira reacção de viva voz do Presidente do meu Clube pós-título de júniores é a aclamar o projecto desportivo de quem foi a sua casa mandar pedras."(...)

O baixar da bandeira!

Mau dia para ler jornais
Era tacitamente aceite por todos os Sportinguistas que Bettencourt não teve tempo para fazer muito, mas o que estava ao seu alcance tinha feito bem, que foi mudar o discurso para um tom ambicioso, mais de acordo com o estatuto do clube. Ora quem hoje lê as declarações do Presidente, veiculadas pela generalidade da comunicação social, constata que antes de mudar o que quer que fosse, JEB mudou o discurso. E para o fado do coitadinho. Surpreendente e inadmissível. Ainda mais quando é realizada na sequência de uma homenagem a Carlos Lopes, um campeão de superação, um exemplo de espírito leonino.

A pandemia
Do início de mandato ao início de época a deriva do discurso do Presidente é evidente. Quero crer que tal inflexão se deve ao choque provocado pelas exibições da equipa. Tal como a maior parte de nós, ele percebe que não será com um estalar de dedos que esta equipa estará a jogar futebol. E como qualquer adepto, JEB sabe que uma equipa que joga mal está sempre mais perto de fazer maus resultados do que o contrário. Afinal a depressão parece ter chegado ao topo. Como uma pandemia, ninguém parece estar a salvo.

Coitadinhos
"Está-se a pedir que fiquem à frente de outros concorrentes com mais investimentos e orçamentos muito maiores". O que se pode pedir então aos jogadores e técnicos? P.ex. se os jogadores ganham 2 vezes menos que joguem 2 vezes menos? Ou será que é por ganhar menos que o treinador não consegue aprender outra coisa que não o losango?

Equívocos
“Percebe-se que é mais fácil criar uma onda positiva com contratações, e havia coisas que provavelmente eu teria tido obrigação de arranjar. Acredito que esta equipa é capaz, mas tenho o sentimento real de que isto não está a ser suficiente para motivar as pessoas”. Paradoxalmente o estádio de Alvalade teve das melhores assistências de sempre no jogo com o Twente. Os Sportinguistas não compareceram pelas contratações, seguramente. Creio que o fizeram porque perceberam a importância do momento e decidiram apoiar, apesar da baixa expectativa que o futebol praticado pela equipa gera. Mesmo sem perceberem porquê que o passivo aumenta se não se pode gastar, mesmo vendendo os anéis e estando quase a ponto de cortar também os dedos, a generalidade dos Sportinguistas percebe que só há dinheiro em Madrid, na Invicta e em frente ao Colombo. E isto porque também também lhes custa pagar as cotas e as gameboxes e está solidária. Não podemos contratar mais, mas podemos por a equipa a jogar futebol, mesmo com o plantel actual, coisa que não se tem visto. Ou não?

Confiança
É perante este cenário que os Sortinguistas avançam confiantes para a conquista do campeonato. Após verificação dos orçamentos perderemos com os 2 principais rivais, mas ganharemos os restantes. Com uma ou outra escorregadela da concorrência poderemos ser campeões. O 3º lugar esse está assegurado.