Sem prenda
Quis o acaso que se juntasse ao dia do meu aniversário o dia em que o Sporting pode alcançar pela 1ª vez na sua história os oitavos de final da Champions League. A prenda que eu acho que bem merecia era ter a possibilidade de estar presente no apoio ao meu clube neste momento decisivo da sua vida e que pode ser um passo importante na afirmação do seu prestígio a nível internacional. Infelizmente o fascínio e o gozo de uma noite em Alvalade ficará reduzido aos resumos que possam ser visionados a partir das 10.30 p.m., hora a partir da qual ficarei livre de compromissos.
Para mim, adepto de coração, e que não tenho que gerir a tesouraria, o prestigio e afirmação internacional do meu clube, é muito mais importante que o dinheiro que possa resultar de uma possível qualificação. Se quiserem oferecer-nos essa prenda, a nós adeptos, que mais dia menos dia celebramos a existência, não faltarão os momentos para retribuirmos com gratidão.
Atencipar-se aos deuses
Não deixar a decisão da qualificação para as calendas ou para a sempre imprevisível boa-disposição dos deuses é aquilo que se pede hoje à equipa. O cenário de hoje é o mesmo que em ocasiões anteriores, igualmente decisivas, nos ditou um encontro com a materialização dos nossos piores pesadelos. É também por isso importante que, com uma vitória, se esconjure o fatalismo que muitas vezes nos parece perseguir nos momentos decisivos.
A classe e o carácter são qualidades imprescindíveis a quem quer vencer mais e mais vezes e, por norma, o melhor antídoto para a malapata. Porque se não há vencedores sem sorte, perder sistematicamente nos momentos decisivos não pode ser imputado apenas ao azar. Hoje far-se-á história. Que a equipa decida escrever por si a forma como quer ser lembrada. Ou outros o farão em seu lugar.
Mais vale tarde...
Finalmente parece ter chegado o bom-senso na politica de preços para os sócios. Cabe-nos agora corresponder ao desafio.

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