Pinto da Costa não perdeu a oportunidade de aparecer a mais um almoço de desagravo na AR. Ainda a contas com os restos do Apito Dourado, mais não faz do que a sua obrigação senão ser grato quem faz as leis neste País, e que permite que as escutas telefónicas não sirvam para condenar em tribunal. Não fora a publicação na comunicação social, e a rede privada de viciação de resultados seria tão só a glorificada eficácia de conquistar títulos. A gratidão faz ainda mais sentido porque se fosse hoje, por força da nova lei, nem pelos jornais saberíamos como é fácil comprar favores a juízes, seja do futebol ou de carreira. Por este andar, o flagrante delito não deve tardar a ter atenuantes.
A minha indignação não vai para a falta de gosto revelado na hora de escolher a companhia para o almoço, mas sim o local. É que ainda há, à frente de PdC, muito português com mérito para merecer homenagens, mesmo que mais singelas, naquele lugar. Isto obviamente que seria válido se os deputados da nação se interessassem efectivamente pelos portugueses. Tendo em conta que quase todos os partidos estavam representados fica à vista que os assuntos de relevância nacional não lhes merece pacto idêntico. Uma pena.
Pinho retratou-se, demitindo-se e pedindo desculpas. Os mais de 60 que ontem acompanharam PdC reincidem em fazer corninhos à verdade desportiva, recebendo ufanos o campeão da batota. Este é o País das Maravilhas.

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