É de vital importância o resultado com que terminará o jogo de logo em Setúbal. Tendo desperdiçado na última jornada uma soberana hipótese de reduzir a distância que nos separa do actual comandante da Liga Sagres, a equipa não tem margem de manobra para hesitações, fraquezas ou falhanços.
No jogo de logo a equipa do Sporting mostrará que bilhete adquiriu para esta Liga: se o de outsider ou o de um verdadeiro candidato. O Setúbal é o adversário ideal para ratificar o nosso estatuto, por ter qualidade e ter a seu favor os dados estatísticos: nos últimos 4 jogos não só não lhes ganhamos, como ainda lhes vimos erguer uma Taça às nossas custas. Tratando-se do 1º jogo do ano, temos contra nós também o facto de, nestas circunstâncias, nunca termos ganho no consulado de Bento.
A vitória será um óptimo complexo vitamínico para nos impulsionar para um patamar mais elevado, tendo em conta que o Leixões empatou ontem. E quem sabe também nos sirva como um fortificante que atenue a instabilidade e fragilidade que aqui ontem aludi. Precisamos de nos reagrupar e recentrar nos objectivos comuns porque os nossos adversários não são os Sportinguistas.
Depois de termos assistido a todo chinfrim que se gerou à volta da arbitragem de Pedro Henriques; depois de sabermos a respectiva nota, contrastante com as dos seus colegas que nos espoliaram, e pelo que se vai lendo e ouvindo, a confiança que emana das hostes do actual comandante remetem-nos para a época 2004/05. Espero que tenhamos aprendido. Ninguém nos vai facilitar a vida. Não a compliquemos nós.

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