Num clube meio falido e de nobres arruinados, a postura de um treinador como Paulo Bento assenta que nem uma luva. Foi assim no reinado de Franco, que o quis transformar no Ferguson do Sporting e continua para já a sê-lo na era de Bettencourt. Até um dia, claro está.
Rapaz humilde, que se contenta com o que tem ou com o que lhe dão, até consegue fazer umas proezas, mesmo sem o nível de investimento do adversário, conquistando uns troféus secundários e garantir presença contínua na liga dos melhores da Europa. Defende o Clube como outros não o defenderam e está sempre solidário com a Direcção que se esforça por colmatar a débil situação económica e financeira que ele tão bem compreende.
Daqui resulta o impasse em que se encontra o futebol do Sporting. Não há exigência nem liderança capaz de promover uma cultura de exigência. Franco, Bettencourt ou outro, não sentem legitimidade para exigir a um treinador que fizeram refém das suas estratégias de contenção. Por outro lado, Bento nada exige (deve ser o único treinador no mundo que nunca pediu um jogador que fosse) para que nada exijam dele.
E os jogadores, onde figuram os jogadores nesta equação?
A vida vai correndo. O salário cai no dia certo e isso parece bastar. Só assim se pode entender, que os profissionais que servem o Sporting se contentem em servir um clube que parece resignado a lutar pelo segundo lugar. Onde está o espírito de campeão? Não havendo essa cultura de exigência, não há espírito de campeão, mas há espírito de resignação. Faz-se o que se pode e como diria Miguel Torga, quem faz o que pode, faz o que deve.
O Sporting está mergulhado neste impasse que se resume a esta equação. JEB e Paulo Bento estão reféns um do outro. Não se exige a Bento o que Bento não exige a JEB. Ou seja, Bettencourt pouco exige de Bento, porque Bento nada exige a Bettencourt. Daqui resulta que Paulo Bento não exige para que dele não exijam mais. Ambos parecem ser reféns da resignação, só assim se poderão entender os remorsos de JEB. É assim o Sporting do momento. Eles estão resignados, nós indignados!
Rapaz humilde, que se contenta com o que tem ou com o que lhe dão, até consegue fazer umas proezas, mesmo sem o nível de investimento do adversário, conquistando uns troféus secundários e garantir presença contínua na liga dos melhores da Europa. Defende o Clube como outros não o defenderam e está sempre solidário com a Direcção que se esforça por colmatar a débil situação económica e financeira que ele tão bem compreende.
Daqui resulta o impasse em que se encontra o futebol do Sporting. Não há exigência nem liderança capaz de promover uma cultura de exigência. Franco, Bettencourt ou outro, não sentem legitimidade para exigir a um treinador que fizeram refém das suas estratégias de contenção. Por outro lado, Bento nada exige (deve ser o único treinador no mundo que nunca pediu um jogador que fosse) para que nada exijam dele.
E os jogadores, onde figuram os jogadores nesta equação?
A vida vai correndo. O salário cai no dia certo e isso parece bastar. Só assim se pode entender, que os profissionais que servem o Sporting se contentem em servir um clube que parece resignado a lutar pelo segundo lugar. Onde está o espírito de campeão? Não havendo essa cultura de exigência, não há espírito de campeão, mas há espírito de resignação. Faz-se o que se pode e como diria Miguel Torga, quem faz o que pode, faz o que deve.
O Sporting está mergulhado neste impasse que se resume a esta equação. JEB e Paulo Bento estão reféns um do outro. Não se exige a Bento o que Bento não exige a JEB. Ou seja, Bettencourt pouco exige de Bento, porque Bento nada exige a Bettencourt. Daqui resulta que Paulo Bento não exige para que dele não exijam mais. Ambos parecem ser reféns da resignação, só assim se poderão entender os remorsos de JEB. É assim o Sporting do momento. Eles estão resignados, nós indignados!

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