Não vale a pena andar com paliativos ou paninhos quentes: este não é o caminho, já todos o percebemos. Andamos já há algum tempo, já lhe perdi a conta, numa viagem em círculos à volta da conquista do campeonato nacional. E, como quando se viaja em círculo, o movimento contínuo dá a errada sensação de que continuamos a caminho do destino. No nosso caso, a jogar assim estamos a caminho de coisa nenhuma, tenhamos a coragem de o admitir. E, tal como num carrossel de feira popular a felicidade é aparente: ao fim das primeiras voltas sobrevém o fastio, quando não o enjoo.É por viajarmos em círculos que vemos constantemente os mesmos cenários: incapacidade de contornar equipas que se fecham bem, explorando as lacunas do losango, falta de capacidade de abordar os jogos com determinação logo a partir do primeiro momento. Falta de ambição e audácia. Falta ao nosso jogo competência, intensidade e profundidade. Somos liedesondependentes como todas as equipas são dos grandes jogadores. O problema é que com ele ou sem ele o nosso jogo é normalmente previsível e fácil de anular, sobretudo a partir do momento em que não conseguimos marcar cedo ou primeiro. Numa equipa que joga sem extremos e com evidentes dificuldades de penetração é aflitiva a forma como desperdiça os lances de bola parada. Não há uma jogada estudada, tudo acontece ao repelão e ao pontapé de olhos fechados, normalmente sem direcção.
Os adeptos do Sporting estão preparados para fazer todo e qualquer sacrifício pelo seu clube sem que seja necessário pedir-lhes o que quer que seja. Foi isso que mais uma vez presenciei na deslocação à Trofa. Não lhes peçam é para assistir a este carrossel de ilusões: assim vamos a caminho de coisa nenhuma. Mais uma vez.
P.S- Enquanto o actual 1º classificado se reforça nós negociamos a venda de um dos melhores jogadores do plantel. Sintomático…
P.S- Enquanto o actual 1º classificado se reforça nós negociamos a venda de um dos melhores jogadores do plantel. Sintomático…

Sem comentários:
Enviar um comentário