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domingo, 8 de fevereiro de 2009

O jogo dos 4 F´s

A promoção de Pereirinha e a subida no terreno por parte de Vukcevic foram as novidades na constituição da equipa, embora não se possa dizer que se tratou de uma surpresa. Eu teria posto Abel, Caneira e Rochemback no banco e no seu lugar, Pedro Silva, Veloso e Adrien, por essa ordem.

Com um Braga muito bem distribuído no terreno, apenas com mais de de 9 minutos passados conseguimos chegar perto da baliza de Eduardo. O lance perigoso pecou por falta de melhor definição no momento final. Na resposta o Braga podia ter inaugurado o marcador, mas Patricio esteve muito bem e havia de repetir boa actuação momentos depois, a um remate de Peixoto. Quando, em Alvalade, os lances de maior perigo são na nossa baliza e o nosso guarda-redes, juntamente com Carriço, os melhores elementos em campo, quase apetece perguntar se já se jogava a eliminatória com o Bayern. Jesus parecia fazer o milagre da multiplicação dos jogadores e Bento não conseguiu montar uma equipa capaz de responder às previsíveis dificuldades. Muito espaço no meio-campo, muita distância entre sectores, pouca agressividade sobre a bola e uma equipa demasiado curta. Os avançados não foram servidos uma única vez e Eduardo não viu nenhum remate na direcção da sua baliza.

A 2ª parte não foi muito diferente, salvo os 5 golos em 45 minutos. Após o empate, a equipa pareceu ser capaz de algo melhor, mas não passou de um fogacho. A vitória do Braga premiou a única equipa em campo.

A sequência dos últimos resultados (E-E-D) e as exibições frouxas consecutivas são a evidência de que esta equipa não está bem. O banho táctico de Jesus não é a única explicação. Continuamos sem ganhar os jogos com os melhores adversários e a equipa demonstrou hoje um bloqueio psicológico habitual nas equipas incapazes. Um bloqueio revelador de falta de estofo para ser campeão?

Ninguém inveja um treinador que tem que recorrer a um jogador como Tiuí para dar uma sapatada num jogo com um resultado adverso. Mas Paulo Bento precisa de fazer o que se aconselha antes de passar uma linha de comboio: pare, escute e olhe! Não o fazendo, corremos o risco de ver trucidada toda e qualquer esperança. Abel, Caneira e Rochemback têm lugar cativo, pesem as péssimas exibições. O brasileiro, naquele lugar e com este rendimento, ameaça tornar-se no jogador mais caro da nossa história, avaliado o binómio desempenho/vencimentos. Olhando para o jogo da 1ª volta, vemos um Braga que evoluíu e um Sporting nitidamente tolhido de ideias e soluções. E, com o Leixões com os mesmos pontos, lá se vai o argumento dos orçamentos.

Pronto. A factura está paga. Somos um clube de gente honrada, mas por vezes demasiado ingénuos. O 1º golo do Braga é falta sobre o Derlei e o 3º nunca o foi. Mas jogando tão mal, não nos fica bem protestar.

Braga é a cidade dos 3 P´s. Este não é o local para vos explicar o significado. O jogo hoje foi dos 4 F`s: a Factura que foi paga, uma equipa Fraca e Frouxa. O outro F? Ora, como se vocês não soubessem…

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