Gosto de ditados populares. Eles espelham o saber empírico que resulta da observação dos factos ou fenómenos e da passagem geracional do conhecimento adquirido. Não lhes deve ser conferido valor cientifico por razões óbvias, mas quando um acontecimento se enquadra num ditado popular, na maioria das ocasiões aquele acaba por vingar.
O que torto nasce tarde ou nunca endireita.
E tem sido assim a época de Vukcevic. Quando parecia que o caminho para a normalidade estava desimpedido, eis que um arrealiador estado febril devolve o jogador às primeiras páginas e aos caminhos tortuosos e pouco claros da especulação. Interessa-me pouco o que não posso comprovar e por isso o que me parece importante neste caso é saber porque jogou o jogador em Lecce, Itália, e acaba por fazer a viagem de regresso com a sua selecção para a remota Podgorica quando podia ter embarcado no dia seguinte para Lisboa. É igualmente preocupante que o treinador principal diga que acredita nas palavras do jogador e a seguir se desminta a si próprio admitindo que não é espião. Para que é necessário um espião quando se confia? Desajustadas a um capitão também me parecem as palavras de Moutinho. Não tem ele outras fontes de informação que um vulgar adepto como eu? Bem pode Miguel Ribeiro Telles desmentir a existência de um caso. Para os adeptos é estranho que um jogador como Vukcevic quase não jogue pelo clube que lhe paga e o faça pela selecção. Tal com Stojkovic. 2 casos que se arrastaram da época transacta e que uma vez entortados dificilmente endireitarão. Pelo menos acautelando os interesses do clube.
Junta aos bons e serás como eles.
Desde o final da semana passada que este espaço é membro do projecto Futebol Magazine. Num momento em que muitos não se revêem na imprensa tradicional, deve ser saudado o surgimento de um espaço aglutinador das diferentes sensibilidades, identificadas de forma descomprometida, e aberta de forma efectiva ao contraditório. Integrar este projecto é uma honra e representa a esperança de que o ditado se cumpra: poder ser tão bom como os melhores, que antes de mim, fundaram o Futebol Magazine.

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