Há indivíduos que são avaliados mais pela enorme sombra que projectam do que pelo seu real tamanho. Queiroz é um deles. A sua silhueta é constantemente ampliada pelos holofotes de uma imprensa invulgarmente benévola para quem pouco conseguiu desde que abandonou as selecções jovens.
Quem nasceu para ser um bom sargento não tem que ser um mau general. Queiroz pode ser bom a planificar, a descobrir novos valores e a prepará-los para o jogo, como o fazem os míticos sargentos nos filmes de Hollywood. Mas na hora de dispor as tropas no terreno é um general pouco esclarecido e esclarecedor. Foi isso que se viu ontem em Braga, é disso que nos lembra a sua passagem por Alvalade.
Confesso que via na continentalização do futebol do Manchester, que os alcandorou às recentes conquistas, o dedo do professor. Esperava eu que a companhia de Ferguson lhe tivesse feito bem. Mas parece que ele não nasceu para aprender, para ouvir. Nasceu para ser escutado.

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