Sou de opinião que o Sporting deve entrar em blackout o mais depressa possível para evitar ou atenuar a desestabilização constante que este ano tem feito mossa em Alvalade e não encontra paralelo em mais nenhum outro concorrente.
A saga parece continuar e é por demais evidente que há determinada imprensa interessada em alimentar constantemente este género de notícias cujo primordial objectivo é somente a desestabilização do grupo e da instituição. É certo que o jornalismo de investigação, nomeadamente o jornalismo desportivo está infelizmente em vias de extinção, ou porque os bons jornalistas são caros e as redacções não têm dinheiro para lhes pagar ou então porque não interessa fazer esse tipo de jornalismo. A fofoca, a intriga e o caldinho, vendem muito mais, num país onde dizer mal uns dos outros é o passatempo favorito.
É estranho que a imprensa desportiva, tão afoita em fintar os adeptos, com sensacionalismos de terceiro mundo não queira fazer uma grande reportagem sobre os meandros do futebol português, nomeadamente em torno da velha e eterna questão das nomeações dos árbitros. Parecem-me muito estranhas as nomeações dos árbitros para a próxima jornada, mas pelos vistos, não há quem se interesse, até porque em dia de julgamento ao envelope as notícias dos desportivos continuam a ser outras. É sintomático!
O Sporting deveria entrar em blackout até ao final da época. Um blackout de cabine, reduzido a serviços mínimos, para não pagarmos multas, numa altura em que estar calado pode ser mais caro do que partir o maxilar a alguém. O nosso maior erro é entrar neste jogo. A época começou mal aqui e agora os exemplos sucedem-se. Fizemos demasiado barulho e isso agitou demasiado as hostes. Precisará um clube como o nosso de andar constantemente a dizer que o objectivo é ser campeão? É caso para dizer: calem-se e joguem mais, sem fazer muito barulho. Se assim fosse, quando os abutres (aqueles que passaram toda a época a arranjar problemas, vendas e casos para todos os gostos), dessem por nós, já seria tarde demais, porque seriamos efectivamente campeões. E agora, o que nos resta? Jogar mais e falar menos.

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